Morreu Bernie Madoff, um dos maiores vigaristas dos EUA que lesou milhões de pessoas
O autor de uma das maiores fraudes financeiras de sempre morreu esta quarta-feira, vítima de causa naturais, numa prisão federal da Carolina do Norte, Estados Unidos, onde cumpria uma pena e 150 anos.
Bernie Madoff, autor de uma das maiores fraudes financeiras de sempre, morreu esta quarta-feira na prisão federal de Butner na Carolina do Norte, Estados Unidos, onde cumpria uma pena de 150 anos. Terá morrido de causas naturais.
Em fevereiro do ano passado, o seu advogado terá pedido a comutação da pena por razões humanitárias, alegando que Madoff teria cerca de um ano e meio de vida. Na altura, com 81 anos, o advogado descreveu-o como "um homem destruído" e assolado por problemas de saúde como hipertensão, insuficiência renal, problemas cardíacos e insónias. Estaria desde então numa cadeira de rodas e com necessidade de oxigénio.
Madoff foi um dos homens fortes da alta finança americana e esteve envolvido naquela que é descrita como a maior fraude de sempre, avaliada em cerca de 65 mil milhões de dólares que angariou através de de um esquema de Ponzi (esquema em pirâmide).
Foi descoberto após a crise imobiliária de 2007-2008 que lhe terá infligido perdas tão graves que deixou de conseguir assegurar a maior parte das suas obrigações financeiras, deixado exposto o esquema que levou a cabo durante anos.
A fraude estava montada de forma a que parecesse dirigir um fundo destinado a investidores selectos, que pagaria entre 10 a 16% ao ano de forma consistente. Terá lesado clientes como a Fairfield Greenwich Advisors em 7,5 mil milhões de dólares, a Tremont Capital Management em 3,3 mil milhões, ou o Banco Santander em 2,87 mil milhões, entre outros.
Antes de ser condenado, Berni Madoff (como era conhecido) era conhecido por, além de um forte investidor, ter tomado uma série de atitudes filantropas perante a comunidade judaica a que pertencia, tendo nascido em Queen, Nova Iroque.
A fundação que dirigia com a esposa, Ruth Madoff, chegou a distribuir 19 milhões de dólares a hospitais e teatros. Infelizmente, alguns dos lesados pela fraude foram instituições que o próprio dirigiu, como a Fundação Robert I. Lappin (que levava jovens judeus de todo o mundo a Israel) que se viu mesmo obrigada a fechar portas. Foi também um financiador da Universidade de Yeshiva (uma universidade privada judaica em Nova Iorque) e dos Parolímpicos. Segundo o New York Post, Madoff angariava investidores pessoalmente, através dos vários circulos sociais em que se inseria e das empresas e instituições onde tinha assento. Os seus clientes não injstitucionais eram, sobretudo, parte da elite existente, a quem prometia rendimentos anuais fixos.
Segundo o New York Post, Madoff angariava investidores pessoalmente, através dos vários circulos sociais em que se inseria e das empresas e instituições onde tinha assento. Os seus clientes não injstitucionais eram, sobretudo, parte da elite existente, a quem prometia rendimentos anuais fixos.
Foi condenado a 150 anos de prisão em 29 de junho de 2019. Terá morrido de causas naturais.