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Carmen Cervera é um dos rostos mais mediáticos de Espanha. Aos 18 anos foi Miss Espanha, aos 30 chorava a morte do marido, o ator Lex Baker que ficou conhecido no mundo inteiro por ter dado corpo a Tarzan, aos 37 anos foi mãe solteira do filho Borja e aos 42 tornava-se baronesa Thyssen pelo casamento com o barão Hans Heinrich Thyssen-Bornemisza, um muito importante colecionador de arte. Desde então, Tita, como é conhecida, tornou-se rica e poderosa.
O seu museu, o Thyssen, em Madrid, é um dos mais conceituados do mundo. Ainda assim, a mulher que enfrenta agora uma fase mais difícil devido a preocupantes problemas de saúde, nunca foi do agrado da rainha Sofia de Espanha. A emérita terá "mexido muitos cordelinhos" para que a baronesa nunca conseguisse a ser verdadeiramente aceite na alta sociedade do país.
As razões para esta inimizada é agora explicada pela jornalista Pilar Eyre na sua habitual crónica da revista 'Lecturas': "O certo é que nunca ninguém fez tanto pela cultura espanhola e, no entanto, recebeu tão pouco reconhecimento. Deveria ter sido enobrecida e frequentado o círculo real, mas nem sequer foi convidada para o casamento do herdeiro do trono, onde estavam presentes muitas personagens de reputação duvidosa", escreve a especialista em assuntos da realeza.
Pilar Eyre opta por não deixar nada por dizer sobre as razões que levaram a mulher de Juan Carlos I a "banir" Tita Cervera dos círculos mais restritos da sociedade espanhola: "Mas, por ter sido amiga íntima do rei, a rainha passou a não gostar dela e não só a manteve à distância, como a ostracizou da sociedade espanhola. Sofia só aceitou, a contragosto, assistir à inauguração do Museu Thyssen porque a sua cunhada Pilar praticamente implorou, uma vez que fora graças à ajuda dos barões que ela pudera cuidar do marido durante as fases finais da sua terrível doença."