Fredy Costa: "A mulher portuguesa é bonita"
O ator angolano quer conquistar o público português. Depois de participar em 'A Única Mulher', o também empresário já está confirmado para 'Ouro Verde', a nova novela da TVI
Fredy Costa nunca sonhou ser ator. No entanto, aos 20 anos de idade, fez o seu primeiro 'casting' e entrou no mundo da representação. Nascido em Angola está em Portugal há um ano, chegou no final de setembro de 2015, para o projeto 'A Única Mulher', na TVI, e prepara-se para viver os próximos meses em Portugal com as gravações de 'Ouro Verde'. Tem 36 anos de idade e é o primeiro da família a arriscar em solo português. Tem quatro filhos, de três mulheres diferentes, e namora com a também atriz Grace Mendes. "Estou extremamente feliz", garante à FLASH! por poder trabalhar em Portugal.
Como surgiu o convite para a novela 'A Única Mulher'?
Surgiu a oportunidade de fazer um 'casting'. Antes tinha estado no Brasil fiz uma participação na novela 'I Love Paraisópolis', antes disso fiz também uma participação na serie 'O Caçador'. O Windeck foi um grande sucesso, graças a Deus, e então surgiu a oportunidade de fazer este 'casting', fui avisado por um amigo. Arrisquei e correu bem. Duas ou três semanas depois recebi a grande novidade de que tinha sido escolhido para fazer parte da novela.
Como é que foi fazer de Leandro?
Foi muito, muito bom. Fui extremamente bem recebido pela equipa toda, pelos atores.
Trabalhou com pessoas que já conhecia?
Do elenco não, mas da equipa técnica já conhecia algumas pessoas com quem já tinha trabalhado no projecto Windeck, na série 'O Voo Direto' e de certa forma isso também fez com que me sentisse mais à vontade. Para além disso fui muito bem recebido pelos meus colegas, o meu primeiro dia de filmagens foi super carregado mas muito produtivo, trabalhei com a Alexandra Lencastre – e ela para mim é uma das maiores referências aqui em Portugal.
Como foi contracenar com a Alexandra Lencastre?
Foi muito bom. É muito fácil. É daquelas pessoas que te dá todas as munições para que a cena corra lindamente, então não encontrei nenhum tipo de dificuldade ao trabalhar com ela. Trabalhei também com o Pedro Barroso, ele é um excelente ator isso não me canso de dizer. Trabalhei também com a Joana de Verona, isso no meu primeiro dia e tive a sorte de trabalhar com excelentes atores e fez com que me sentisse ainda mais em casa, que as cenas fluíssem.
Já está destacado para o próximo projeto da TVI – 'Ouro Verde'. Em que vai trabalhar com a Ana Sofia, Diogo Morgado...
Vou ser o Dr. Tiago Andrade e estou muito contente.
A ideia de ficar a trabalhar em Portugal atrai-o?
Sim, muito! É um dos meus objetivos e fazer parte desse projeto é muito bom.
Numa entrevista referiu que iria experimentar o mercado de Nolywood.
Fui convidado por um realizador nigeriano para participar num filme no ano passado, acredito que esse convite tenha surgido por causa do sucesso que a novela Windeck fez e faz até hoje em África e não só. E uma oportunidade dessas era totalmente irrecusável. É o terceiro maior mercado do mundo cinematográfico. As filmagens já acabaram, agora falta ser exibido.
É um mercado no qual gostava de voltar a trabalhar?
Concerteza. É um mercado fértil, conhecido a nível internacional e nós como atores queremos ser conhecidos, ser vistos. Temos que procurar estar nas melhores montras a nivel internacional para alcançar cada vez mais os melhores mercados.
E o regresso a Angola? Espera voltar a trabalhar lá?
Com certeza, é a minha terra. Foi onde comecei. Porque não? É com muito prazer que regresso a Angola.
Quando é que percebeu que queria ser ator?
Foi um acaso. Tinha 20 anos, na altura fazia parte de uma agência de moda que é a Mangos e quando a televisão pública de Angola decide apostar na ficção, convidaram todos os modelos que pertenciam à agência para fazer um 'casting'. Eu sinceramente nunca sonhei ator, sempre estive mais virado para o desporto.
E para a moda?
A moda também foi por acaso porque de certa forma fui empurrado para participar no primeiro concurso mister Angola, não ganhei, mas dai surgiu o convite para a moda. Praticamente entro nesse mundo de certa forma coagido, de empurrão. E na representação foi a mesma coisa. Fiz o primeiro casting e depois chamaram-me para um segundo casting mas não fui, mas mesmo assim fui chamado para fazer um curso intensivo, e depois deram-me o meu primeiro papel em televisão e ai fui ganhando o gosto. Fiz a primeira serie e gostei da ideia.
E hoje já não se imagina a fazer outra coisa? Isto porque também é empresário. Tem uma linha de roupa interior...
Desde 2012. Ainda não se pode comprar em Portugal, mas estou a trabalhar nisso. Por enquanto é só roupa interior e vendo só em Angola mas estou a trabalhar de forma a ter à venda online e depois se calhar espalhar por outros países, os PALOP.
Passaram 16 anos desde que começou. Como vê este seu percurso?
Ao longo destes anos estive sempre a trabalhar, nunca tive grandes pausas entre projetos. Sinto-me abençoado nessa área e cada vez mais vou conquistando e realizando os meus sonhos nessa área.
Numa entrevista referiu que tinha sido discriminado. O que aconteceu?
Fui a uma loja de fatos, porque precisava de comprar um e dirigi-me a uma zona e a pessoa que estava na loja a atender disse. 'Olhe os fatos mais bonitos estão do outro lado'. E eu fui lá ver, mas depois apercebi-me que não era isso, eram os fatos mais baratos e não os mais bonitos. Foi isso que vivi. De resto nem por isso.
É algo que o incomoda?
Não, sei lidar muito bem com isso. Não me revolta, sou superior a esse tipo de situações.
Já é pai por quatro vezes. Como se sente no papel?
Sobre o lado pessoal prefiro não falar. Normalmente quando dou entrevista prefiro priorizar o meu lado profissional e deixar o lado pessoa no privado. Opto por preservar esse meu lado e dar cada vez mais destaque ao meu lado profissional, porque acho que o lado pessoal não importa. O que interessa é o que o público vê, e isso é o meu trabalho.
Não acredita que quem o vê na 'A única Mulher' goste de saber um pouco mais sobre si. Nomeadamente que tipo de pai é?
É o seguinte, se gostam infelizmente vão ter ficar por conhecer só o meu lado profissional, porque no que toca ao lado pessoal apenas a mim diz respeito, a mim e aos meus.
Sempre foi assim ou é uma forma de estar que foi mudando com o passar dos acontecimentos?
Fui mudando ao longo do tempo, fui percebendo que enquanto figura pública, à medida que me fui tornando mais popular, fazendo mais sucesso, automaticamente acabam por surgir mais interferências nomeadamente na minha vida pessoal, então com o passar do tempo optei por preservar e proteger cada vez mais esse lado.
Então se lhe perguntar se tem namorada não me vai responder?
Isso posso responder. Tenho sim, tenho alguém.
E a sua namorada é Grace Mendes?
Apenas vou dizer que tenho namorada.
É um homem romântico?
Bastante!
E o que é que uma mulher tem de ter para o conquistar?
Eu gosto de um corpo bonito, mas o que mais me desperta numa mulher é a inteligência. Gosto de uma mulher inteligente, desperta-me à atenção. Gosto desse desafio, mulher burra para mim não dá. Eu gosto do desafio de desmontar uma mulher inteligente.
Desde que chegou qual tem sido o maior desafio?
Há sempre saudades da família. Portugal não é um país novo para mim, venho cá com frequência, além de que o projeto Windeck foi gravado na sua maioria cá. Ficamos por cá mais de seis meses e já me sinto em casa.
O que acha da mulher portuguesa?
Acho bonita, simpática, o facto de falarmos a mesma língua aproxima-nos. São boas pessoas!
O que faz para se manter em forma?
Tenho que aproveitar a minha imagem enquanto vale alguma coisa. Com o tempo a idade começa a pesar e não conseguimos mais dar a cara para a marca. Vou diariamente ao ginásio, estou aqui a pensar no ginásio. Sou viciado em atividades físicas e, para além disso, tenho alguns cuidados com a alimentação, principalmente à noite. Durante o dia como tudo e mais alguma coisa, como tudo, mas à noite, a partir de determinada hora há determinados alimentos que não como. Sou também embaixador da Clínica do Tempo e também faço inúmeros tratamentos lá. Já há quase quatro anos que não dispenso uma ida à clínica para tratar de mim, de um modo geral. Tratamentos de rosto, massagens. Também me ajudam a manter a minha forma.
Styling: Pedro Leitão; Maquilhagem: Lígia Bento
Agradecimentos: Fredy Costa fotografado no Hotel Mundial e vestido por Ralph Lauren e Armani