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Surpresa

Carolina Deslandes revela condição de saúde que a fez estar dez anos sem tirar fotos à barriga em frente ao espelho

Chama-se Diástase Abdominal e é normal e erradamente associada a grávidas, mas afeta mulheres não gestantes e homens. Cada caso é um caso e por isso é que uma médica fisiatra explica o B,A,BÁ desta condição de saúde e fala da solução e dos tratamentos possíveis.
28 de maio de 2026 às 18:44
Carolina Deslandes Flash
Carolina Deslandes aborda condição de saúde e partilha experiência pessoal Foto: Instagram
Bárbara Tinoco é madrinha de Sebastião, filho de Carolina Deslandes e Luís Delgado Flash
Carolina Deslandes Flash
Carolina Deslandes Flash

A cantora e compositora Carolina Deslandes, de 34 anos de idade, a mãe de Santiago, de 9 anos, quase a fazer 10 (será no dia 23 de junho), de Benjamim, 8, Guilherme, 7, e Sebastião, de sete meses, publicou no seu Instagram uma sequência de fotografias em que mostra a barriga refletida num espelho, algo que acrescentou não fazer há muito tempo. A legendar a imagem escreveu: "O meu filho Benjamim beija muitas vezes a minha barriga. Tenho uma Diástase enorme e ele sabe que eu nunca a mostro. Nunca", confidencia, revelando o momento de ternura, de vários frequentes, com Benjamim. "Hoje de manhã tirei esta fotografia, a primeira em 10 anos, e ele entrou logo a seguir e disse: 'Eu não disse que era linda?'."

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Carolina chamou, com esta publicação, a atenção para milhares de mulheres que, após um parto, vivem esta condição, que muitas vezes é consequência da beleza da gravidez e da maternidade e pode ser invertida e corrigida. A médica Marta Amaral Silva explica, num artigo por si escrito para o site e blogue da Lusíadas Saúde (https://www.lusiadas.pt) o que é a Diástase Abdominal, uma condição que afeta tanto mulheres (grávidas e não grávidas) quanto homens.

A DIÁSTASE ABDOMINAL NÃO É UMA CONDIÇÃO SÓ DAS GRÁVIDAS

Esta médica fisiatra esclarece que "a Diástase Abdominal, ou Diástase dos músculos abdominais, é uma condição que consiste na separação entre os músculos abdominais, criando uma protrusão na linha média do abdómen quando há um aumento da pressão intra-abdominal". Aprofundando a descrição da condição de saúde, Marta Amaral Silva, sublinha que esta se caracteriza "por uma separação dos músculos retos do abdómen, com pelo menos dois centímetros, causada pelo afilamento e alargamento da linha branca". Explica ainda que "esta condição é mais frequente nas mulheres, sendo a gravidez a causa mais frequente. No entanto pode acometer também mulheres não grávidas e homens. Existem várias outras causas de que são exemplo a obesidade, o aumento do perímetro abdominal e alguns tipos de exercício físico (nomeadamente com pesos)".

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As causas mais comuns da Diástase Abdominal, segundo a mesma especialista em Física e de Reabilitação, devem-se a fatores como "gravidez, com o afastamento dos músculos retos que acontece durante a gestação, decorrente de alterações hormonais e do aumento progressivo do perímetro abdominal para acomodar o crescimento do útero e do bebé", mas também devido a "ganho excessivo de peso ou a obesidade que podem exercer pressão sobre os músculos abdominais, contribuindo para a separação dos mesmos". Outro factor menos conhecido que pode gerar esta condição são "os exercícios inadequados que aumentam a pressão intra-abdominal, como levantamento de pesos, principalmente se realizados de forma incorreta, podem causar ou agravar a Diástase".

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No mesmo artigo explicativo que resume sinteticamente as causas, sintomas e apresenta soluções para esta condição, são elencados os sintomas mais frequentes, sempre com o alerta de que podem variar de pessoa para pessoa. E são eles, segundo a descrição da fisiatra: "Protuberância ou abaulamento na linha média do abdómen; Protusão abdominal; Umbigo exteriorizado; Fraqueza abdominal; Dor nas costas e postura inadequada; Sintomas pélvicos: incontinência (urinária e/ou anal), prolapsos e obstipação".

O diagnóstico é feito geralmente através de um exame clínico simples em consultório, mas poderá exigir a realização de "exames de imagem, nomeadamente a ecografia da parede abdominal", utilizados para "complementar a avaliação clínica e quantificar a extensão da Diástase", confirma.

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COMO TRATAR A DIÁSTASE ABDOMINAL E QUAIS AS OPÇÕES?

Marta Amaral Silva esclarece que para a condição existem tratamentos, e assegura que, perante "as várias opções terapêuticas, até à data não é possível recomendar um protocolo único". O tratamento carece sempre de avaliação clínica prévia e prescrição individualizada que tenham em conta várias condições do paciente, tais como o nível de atividade, dimensão da diástase, tónus muscular, biomecânica abdominal e lombopélvica". As soluções passam por "fisioterapia que parece ajudar a reduzir a separação e fortalecer os músculos abdominais. Inclui terapia manual, eletroestimulação, exercícios de fortalecimento do core, controlo postural, ensino de medidas de proteção abdominal, exercício de pilates, treino funcional, entre outros". E acrescenta: "Faixas ou cintas abdominais podem, em alguns casos, fornecer suporte adicional durante a recuperação" ou então recorre-se à cirurgia, mas apenas para "os casos mais severos".

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A mesma especialista confirma que "a Diástase Abdominal é uma condição tratável que afeta muitas pessoas, especialmente mulheres após a gravidez. Com o diagnóstico e tratamento adequados, é possível reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida". Não obstante o tipo de tratamento escolhido, recomenda-se "a cessação tabágica, uma alimentação adequada, o controlo/diminuição do peso, exercício físico regular e adaptado e a orientação de profissionais de saúde durante e após a gravidez para realizar atividade física em segurança", remata.

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