Conheça a presidente da Câmara de Matosinhos que, tal como Isaltino Morais, gasta milhares de euros em refeições de marisco e bom vinho
Caranguejo-real, lagosta, lavagante e ostras fazem parte dos almoços nas marisqueiras cujas faturas são pagas pela contabilidade da autarquia.A presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, gastou milhares de euros da autarquia em “reuniões de trabalho” à mesa das marisqueiras do concelho, revelou a revista 'Sábado'. Da lagosta ao caranguejo-real, há faturas até dois mil euros. A autarca diz que é “uma forma eficaz de trabalhar”.
Mas afinal quem é Luísa Salgueiro que depois de Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, também gasta milhares de euros em refeições pagas pela autarquia? Casada e mãe de uma filha, a edil é licenciada em Direito e pós-graduada em Direito do Ambiente.
"O meu objetivo foi sempre ser advogada. Essa é a minha formação base. Depois de ter atingido o meu objetivo, que era ser advogada, comecei a participar no Conselho Consultivo da Juventude de Matosinhos, em 1993. Na altura, era necessário um representante de cada associação do concelho e eu era delegada do Futebol Clube de Infesta. Foi aí que comecei a contribuir para a programação das políticas da juventude e sempre fui interveniente e participativa, com opiniões muito próprias. Para surpresa minha, fui convidada a fazer parte da lista de candidatos e fui eleita vereadora em 1997. Desde aí, estive sempre ligada à vida política ativa", conta Luísa Salgueiro à revista 'Liderança no Feminino'.
Antes de ser eleita Presidente da Câmara Municipal em 2017, exerceu advocacia, nomeadamente como consultora jurídica na Câmara Municipal do Porto e na DECO. Foi eleita vereadora na Câmara Municipal de Matosinhos durante três mandatos, de 1997 a 2009, e deputada nacional durante quatro mandatos, na XI, XII e XII legislaturas.
Já sobre a recente polémica que envolve o seu nome, a autarca diz à 'Sábado' que “reuniões de trabalho” à mesa “é uma forma eficaz de trabalhar, amplamente utilizada em instituições públicas e privadas, e que complementa — nunca substitui — os processos formais de decisão”.