Empresário português no centro da violência e do caos após captura de "El Mencho" no México
O empresário tauromáquico português Rui Bento Vasquez viveu momentos de verdadeiro terror no México, ao ficar encurralado numa vaga de tiroteios, estradas bloqueadas e carros incendiados após a captura de “El Mencho”, líder de um dos cartéis mais violentos do país.O que deveria ser apenas mais uma deslocação profissional ao México transformou-se numa experiência marcada pelo medo para o gestor tauromáquico português Rui Bento Vasquez. O empresário, bem conhecido dos aficionados portugueses como diretor tauromáquico da Monumental do Campo Pequeno, em Lisboa, durante largos anos, foi surpreendido por uma onda de violência que rebentou na sequência da captura de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), considerado um dos mais violentos do país. A informação foi avançada pelo 'Correio da Manhã'.
Rui Bento Vasquez encontrava-se no México a acompanhar o toureiro espanhol Daniel Luque, que atuou em León, no estado de Guanajuato. No dia seguinte, a comitiva partiu rumo a Guadalajara, no estado de Jalisco, onde estava marcada nova corrida. Cerca de 10 a 12 quilómetros após cruzarem a fronteira entre os dois estados, receberam um alerta de que estavam a ocorrer tiroteios e que a situação era grave. Pouco depois, foi confirmada a suspensão de todos os espetáculos e a recomendação para procurarem refúgio.
Com relatos de estradas cortadas e viaturas incendiadas, o grupo tentou inverter o percurso e acabou por conseguir regressar para trás através de uma abertura na autoestrada. Já junto à portagem, depararam-se com forte presença militar, percebendo então a dimensão dos acontecimentos.
Na tentativa de voltar ao hotel em León, assistiram a carros incendiados e a bloqueios forçados na estrada. Rui Bento Vasquez descreveu ao 'Correio da Manhã' as cenas como algo que “só existe nos filmes”, sublinhando que conseguiram escapar “com muita sorte”.
De regresso ao hotel, permaneceram recolhidos, num ambiente de medo e incerteza, enquanto acompanhavam as notícias sobre carros incendiados e estradas bloqueadas na região de Guadalajara. O gestor tauromáquico aguarda agora o voo de regresso à Europa, garantindo que a experiência ficará para sempre na memória.