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Jani Gabriel: "Sempre fui a menina das princesas e que acredita no casamento"

Apaixonada pelo ator Rui Porto Nunes, a manequim e repórter do 'The Voice' desvenda o desejo de subir ao altar e de ter filhos.
Por Carolina Pinto Ferreira | 12 de setembro de 2017 às 10:12
Ellite Model LooK Rui Porto Nuno e Jani Gabriel Foto: Ricardo Ruella
Jani Gabriel Flash
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Jani Gabriel Foto: Carlos Ramos
Jani Gabriel Foto: Carlos Ramos
Jani Gabriel Foto: Carlos Ramos

Domingo regressou à RTP o 'The Voice', programa que liderou as audiências dessa noite. Com Catarina Furtado e Vasco Palmerim, regressou também Jani Grabiel, que é a repórter do formato que procura novos talentos para a música portuguesa. A modelo e cada vez mais apresentadora revela, agora, alguns dos seus desejos, como casar e ter filhos, em entrevista à TV Guia, que republicamos.

Quem é a Jani Gabriel?

É a Jani que sempre foi e que faz questão de continuar a ser. Aquela miúda que cresceu no Algarve, que foi sempre muito ligada às suas origens e que teve muitas surpresas no caminho…

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Porque nunca tinha pensado fazer carreira na moda?

Não. Quando andava a estudar nunca pensei o que poderia vir a fazer no futuro. As coisas vieram ter comigo, nunca tive que procurar muito. Tenho essa sorte. Agarro sempre as oportunidades. Adoro esta aventura.

Falando de origens, sempre que pode dá um saltinho ao Algarve…

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É o meu refúgio. Perguntam-se sempre qual é o meu sítio de férias preferido e em primeiro lugar vem sempre o Algarve. É lá que está o meu carregador. Onde recupero as minhas energias. É lá que está a minha família. Foi lá que a minha vida começou e faço questão de preservar tudo o que ainda lá tenho. Quando lá chego ponho o trabalho de lado e nem gosto de falar do assunto.

Sónia Araújo e Sílvia Alberto Flash
Sónia Araújo e Sílvia Alberto Flash
Vanessa Oliveira e Sílvia Aberto Flash
Vanessa Oliveira e Sílvia Aberto Flash
Silvia Alberto e Vanessa Oliveira Flash
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Sónia Araújo Flash
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Porquê?

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As pessoas têm curiosidade e perguntam-me como é estar na televisão e essas coisas. Faço questão de dizer logo: "Chega!". Vamos falar de coisas que já vivemos… Volto lá e gosto de ser a miúda que sempre fui e ter o mesmo comportamento. É lá que tenho tudo. Quando não estou bem, fujo para lá e venho completa.

Lembra-se o que queria ser quando era mais nova?

Mudava constantemente de opinião. Era muito influenciável por aquilo que via na televisão.

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Acabei por começar na moda com apenas 14 anos…

Como apareceu esta oportunidade?

Estava sentadinha na aula de físico-química e pessoas das agências batiam às portas das salas de aula para entregar folhetos porque estavam à procura de manequins. De repente todos os meus colegas olharam instantaneamente para mim. Não percebi porquê… Queria mesmo era jogar basquetebol.

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E porque se decidiu inscrever?

Foi uma aposta. Queria provar a toda a gente que era uma ideia que não fazia sentido algum. Inscrevi-me e fui seleccionada para o casting seguinte. Na altura tinha 1,76m e pus que tinha 1,70m.

Porque era complexada com a altura?

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Sim. Tinha vergonha e achava que se iam assustar quando vissem a minha altura mas afinal era óptimo para o concurso. Sempre tive este problema. A minha altura era fora do normal. Sempre fui a mais alta e na pré-adolescência piorou. É a idade em que queremos ser todas iguais. Não era uma coisa que adorasse.

Quantas apostas teve que pagar por ter perdido?

Algumas… (risos). Vários jantares. Acho que ainda devo um ao meu primo que foi a pessoa que sempre acreditou. Ele tem sempre razão.

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Entrar no mundo da moda aos 14 anos fez com que se sentisse chocada com esse mundo?

Nunca senti! Foi algo muito gradual. Os meus pais acompanharam-me desde início. Eles sentiam essa necessidade e eu também queria essa companhia. A minha mãe nunca me pressionou para ser manequim mas esteve sempre ao meu lado. Isso foi óptimo porque sempre fui muito ligada às minhas raízes. Talvez por isso nunca tenha continuado com a carreira internacional porque não quis. Tive essa oportunidade…

Foto: Flash
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Com 17 anos, essa "menina protegida" veio viver para Lisboa. Nunca se sentiu sozinha?

Não! Comecei a conhecer a cidade muito cedo. Fez-me crescer mais rápido mas foi bom. Foi uma necessidade. Fui eu quem quis vir para Lisboa para a faculdade. Já passava cá a vida… Nunca me senti sozinha. Já tinha cá muitos conhecimentos e foi no momento certo. Tudo na minha vida acontece no momento que deve acontecer, sem procurar.

Sente que tem uma estrelinha?

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Sim, sem dúvida. Tenho mesmo.

É religiosa?

Fui criada com ideais diferentes por causa das minhas avós, mas acredito que há algo superior e alguém que está a olhar sempre por mim.

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DA PASSERELLE à psicologia

É licenciada em Psicologia. De onde nasceu essa paixão?

Queria algo ligado às ciências mas não tinha tempo suficiente para me dedicar a um curso desses. Fui para a área das artes mas percebi que não era bem aquilo que queria. Estava na semana da moda em Nova Iorque quando comecei a pesquisar cursos, inscrevi-me em Psicologia e vim para Portugal porque a faculdade ia começar.

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E deixou a carreira internacional?

Fiz uma pausa . Continuei a fazer trabalhos directamente com Paris, Alemanha e Espanha, para onde era mais fácil viajar.

Não teve medo de não conseguir voltar a entrar no mercado?

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Não! Sou muito teimosa. Traço um objectivo e tenho que o levar até ao fim. Segui o meu coração. Toda a gente me interrogava o porquê de ter deixado tudo para trás.

E porque é que deixou?

Naquela altura não era aquilo que me estava a fazer 100% feliz. Queria voltar para Portugal, estudar e fazer moda ao mesmo tempo.

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Arrepende-se?

Não. Sei que as coisas foram feitas na altura certa. Sigo o coração no momento. É isso que me faz sentir completa.

Já não pensa em ir para fora de Portugal?

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Não. Como já disse, não é isso que me faz feliz. Tenho uma ligação muito forte aqui, à minha família e à minha zona de conforto. Não sou muito dada a mudanças radicais. Estranho tudo! Seria muito difícil de emigrar. Tinha tudo para viver em Nova Iorque até hoje mas não era feliz.

Alguma vez se sentiu escrava da imagem?

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Nunca senti isso. Trabalho com a minha imagem mas sempre fui teimosa. Vim parar aqui por ter todas as condições. Sempre fui magra por genética e sempre pensei: enquanto isto der, dá. Quando não der há muita coisa para fazer… Claro que tenho que ter cuidados mas nunca me restringi a nada. Sempre fui um bocadinho rebelde.

Em que perspectiva?

Sou muito teimosa para meu próprio bem. Só faço o que me faz feliz. Lembro-me de sermos medidas em Nova Iorque. Antes de chegarmos ao casting, no oitavo andar, de sermos medidas. Se não tivesse os números perfeitos, nem entrava. Isso nunca me afectou.

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Mas ouviu algumas negas?

Sim! Aconteceu várias vezes mas nunca me revoltei com isso. Lembro-me de escreverem o número 86 num papel. Que era a medida perfeita. Nas semanas da moda as miúdas não comiam. Eu saía de lá e ia comer donuts e Starbucks… Nunca fiz nada pelos outros.

O 'The Voice Portugal' surgiu de forma inesperada na sua vida...

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Sim! Sentia que faltava alguma coisa na minha vida, para além da moda. Portugal é pequenino na moda, fiz quase tudo o que havia para fazer. Queria continuar na parte artística. Gostava de apresentação e fui tirar um curso de poucos meses. Inesperadamente, quando acabei abriu o casting para o 'The Voice' e fui. Fiquei seleccionada! Mais uma coisa que surgiu e que não estava à procura.

É a área em que quer apostar?

Sim! É nesta área que quero crescer. Sinto que sou muito pequenina neste mundo. Ainda tenho muito para errar.

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É muito insegura?

Tem dias. Acho que todos nós temos as nossas inseguranças que às vezes surgem por querer ser demasiado perfeita. Ninguém gosta de errar.

O sonho de subir ao altar

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Continua feliz ao lado do [actor] Rui Porto Nunes?

Sim, o namoro vai de vento em poupa.

Pensa em casar?

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Sim! Smpre fui a menina das princesas e acreditei muito no casamento. Tem a ver com o que vi em casa. Os meus pais são o meu exemplo. Quando tiver que acontecer, acontece.

E ter filhos?

Gostava mas estou concentrada na minha profissão e na minha carreira. Vai acontecer na altura certa.

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