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Drama

O calvário do ator de 'Glória', em Paris. Falta de trabalho obrigou Miguel Nunes a servir às mesas e acabou despedido

Sem oportunidades de trabalho em Portugal, o protagonista de 'Glória' emigrou para a capital francesa mas a aventura teve vários contratempos. Agora é o protagonista da primeira série portuguesa da Netflix.
Por Carolina Pinto Ferreira | 01 de dezembro de 2021 às 19:29
glória, série, bastidores Flash
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Miguel Nunes era uma figura desconhecida ainda para muitos portugueses, apesar de ser uma das presenças mais assíduas no cineman nacional. Portugal rendeu-se agora ao trabalho do ator que veste a pele de João Vidal em 'Glória', a primeira série portuguesa da Netflix

Hoje é um ator de sucesso mas Miguel Nunes passou por um período conturbado na sua carreira. Sem trabalhos no mundo cinematográfico, o ator fez as malas e rumou para Paris. "Foi um momento muito particular para o cinema português… Uma crise em que não houve financiamento sequer para o cinema, a cultura estava em subfinanciamento (ainda pior do que está hoje em dia) e então não havia quaisquer oportunidades de trabalho. Não estava a tê-las e senti que estava na altura de arriscar e ir morar para Paris", revela numa entrevista ao SOL.

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França era um país em que o ator se sentia confortável, principalmente por dominar a língua francesa. "Eu falava francês, tinha tido seis anos de francês na escola e queria continuar a praticar ao mesmo tempo que poderia concorrer ao Conservatório de Arte Dramática. Fui à descoberta. Ao mesmo tempo que trabalhava em bares e restaurantes, estudei."

Foi um período que caracteriza como "muito especial". E que relembra com alguma nostalgia. Miguel Nunes foi "salvo" por um rapaz que o conheceu e o acolheu nos primeiros dias da mudança. "Enquanto estava a entregar currículos para trabalhar, houve um rapaz que estava sentado numa esplanada e que me perguntou se eu não era o Miguel. Reconheceu-me de um filme que eu tinha feito com uma amiga dele, uma realizadora norte-americana, tínhamos filmado em Itália no ano anterior. Então foi assim um grande acaso…"

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Ficou em casa desse conhecido "durante uns 15 dias, para cobrir aquele tempo em que eu estava à procura de trabalho e de estadia." O telefone tocou com uma oferta de trabalho num restaurante, mas não durou muito tempo. "Arranjei depois trabalho num restaurante, onde fui assistente de uma chefe de cozinha do Sri Lanka. A melhor hora do trabalho era quando nos sentávamos a comer. Hoje, quando eu como aipo lembro-me dela. Depois fui despedido desse restaurante, porque não percebia muito bem o francês ligado à hotelaria e fui trabalhar para um bar muito conhecido no bairro Marais, onde comecei também a viver pouco tempo depois. Éramos uma equipa jovem, muito multicultural. Foi muito bom", relembra. 

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