Uma imagem banal de cumplicidade acabou por desencadear uma onda de intolerância. Após partilhar uma fotografia ao lado do marido, Rui Oliveira, na passada quinta-feira, 25 de junho, Manuel Luís Goucha viu as suas redes sociais inundadas por comentários homofóbicos. A imagem, que retrata um simples gesto de carinho, com Rui Oliveira a apoiar o braço sobre o ombro do apresentador, serviu de pretexto para o insulto. Perante a polémica, o rosto da TVI não se remeteu ao silêncio e publicou um vídeo onde confronta o preconceito e questiona a hostilidade gratuita de que foi alvo.
"Veem dois homens, um com o braço em cima do outro. É uma atitude muito banal, muito corriqueira, muito frequente em fotografias de dois amigos. Só que as pessoas sabem que estes dois homens vivem um com o outro (...) e por isso terão partido para o insulto em muitos dos comentários", observou o comunicador. Com a ironia e a elevação que lhe são características, Manuel Luís Goucha confessou não ter "linguagem para responder à rasquice", revelando que prefere não perder tempo com debates estéreis e recorre ao método mais eficaz: "Bani-los".
O apresentador assumiu também alguma perplexidade face ao comportamento dos detratores, sublinhando que mantém uma postura de total distanciamento nas plataformas digitais, uma vez que não segue ninguém nem procura conteúdos de que não gosta. "Também me pergunto muitas vezes porque é que estas pessoas, se não gostam de mim, se não gostam do meu trabalho, se não me apreciam, por que é que elas estão nas minhas redes sociais?", questionou.
Assertivo, Goucha rejeitou condescendências e deixou claro que a sua prioridade não é a validação alheia, mas sim a dignidade. "Atenção, eu não quero que me aceitem, eu não quero que me tolerem, isso é colocar-vos num patamar de superioridade. Eu exijo respeito, porque eu também respeito os outros e porque me dou ao respeito".
Para o apresentador, a ferramenta do bloqueio surge como a resposta ideal para lidar com aqueles que destilam ódio sob o anonimato de um teclado. "Até acho que estou a fazer um favor", rematou, desvalorizando a pequenez dos ataques e devolvendo o foco ao que realmente importava na publicação original: um registo espontâneo entre "duas pessoas que se querem bem".