A partida de Mário Oliveira, irmão de Rui Oliveira, apresentador da CMTV e marido de Manuel Luís Goucha, deixou a família mergulhada num profundo luto e levantou sérias questões sobre o acompanhamento clínico prestado durante o seu internamento. O drama vivido nas semanas que antecederam o desfecho trágico – que culminou numa dor adicional com a troca do corpo de Mário Oliveira pela morgue do Hospital de São José – foi marcado por sofrimento e incerteza que obrigaram à intervenção direta de Manuel Luís Goucha.
Rui Oliveira mantinha uma relação muito próxima com o irmão e acompanhou de perto o agravamento do seu estado de saúde. Mário, que já tinha enfrentado problemas clínicos no passado, viu o pior cenário ganhar forma dias antes do Natal. A 17 de dezembro de 2025, deu entrada no Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, após a realização de uma TAC no hospital privado Trofa Saúde. “Na TAC havia imagens que indiciavam um cancro”, revelou o irmão e apresentador da CMTV.
Depois de observado, Mário Oliveira foi transferido para o Hospital Egas Moniz, onde permaneceu internado durante cerca de três semanas. No entanto, segundo o relato de Rui Oliveira, o diagnóstico tardou em surgir e, durante vários dias, não terão sido realizados exames decisivos. “Durante cerca de nove dias, não houve exames, não houve testes”, recordou, assumindo a sua crescente preocupação ao visitar o irmão.
Convicto de que o atraso nos procedimentos contribuiu para o agravamento do quadro clínico, Rui Oliveira descreveu a rápida debilitação do irmão. “Durante aquelas três semanas no Egas Moniz, ele enfraqueceu-se imenso, porque deixa de comer, deixa de beber e, portanto, perde todas as forças necessárias”, afirmou.
Perante a ausência de respostas, Manuel Luís Goucha decidiu intervir. Tal como foi avançado pela TV Guia, o apresentador da TVI terá contactado diretamente o hospital, numa tentativa de perceber o que se passava e se aquele era o procedimento habitual. “O Manuel Luís teve de ligar para o hospital, dizendo que tinha um familiar lá…”, revelou Rui Oliveira, sublinhando que essa chamada acabou por acelerar movimentações dentro da unidade de saúde.
Apesar da intervenção, o estado de saúde de Mário Oliveira voltou a deteriorar-se pouco tempo depois, culminando na sua morte. A família aguarda agora os resultados dos exames tumorais para decidir se avançará com uma ação contra o Hospital Egas Moniz, numa tentativa de apurar responsabilidades num caso que marcou profundamente Rui Oliveira e Manuel Luís Goucha.