Estávamos em novembro de 2020 quando Miguel Sousa Tavares - que na altura ainda trabalhava como jornalista da TVI - iniciou um ciclo de entrevistas aos candidatos presidenciais. Arrancou, então, com o líder do Chega, André Ventura, que, na época tal como aconteceu agora, se candidatava a Belém.
Porém, a entrevista não correu bem e as críticas desdobram-se contra o conhecido jornalista nas redes sociais. "Miguel Sousa Tavares, nunca o vi tão mal preparado! Acabou de dar ao Chega milhares de votos", " "Péssimo! Que falta de imparcialidade deste sujeito Miguel Sousa Tavares. Que vergonha de entrevista!" ou ainda "Não sou fã nem apoiante do Chega ou do André Ventura, mas que raio de entrevistador é este?! Deplorável" foram algumas das críticas que circularam contra Sousa Tavares.
Mais de cinco anos volvidos, o agora comentador da estação de Queluz de Baixo, não conseguiu calar a alegria que sentiu pela vitória de António José Seguro e a consequente derrota de André Ventura. "Enquanto cidadão, vivo um momento de grande alívio e grande alegria“, começou por dizer o conhecido escritor.
"Mesmo debaixo de chuva, que o líder parlamentar do Chega acabou de dizer que nem no terceiro mundo se vota assim, os portugueses votaram e de um dia cinzento fizeram um dia claro", começou por dizer o comentador frente às câmaras da CNN Portugal.
Prosseguiu: "Não quero tirar mérito à vitória de António José Seguro, sétimo Presidente da República em democracia, ele merece, mas muitos se mobilizaram, sentiram o momento e derrotaram o populismo, a demagogia, a política feita com mentiras, com golpadas, o aproveitamento de catástrofes para fazer campanha eleitoral e a tentativa de adiar as eleições e de desmobilizar os eleitores. Isso falhou. Espero que André Ventura tenha aprendido a lição“, acrescenta ainda Miguel Sousa Tavares.