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Maude Queiroz Pereira, 75 anos de idade, nascida numa das famílias mais poderosas do Estado Novo, irmã do falecido empresário Pedro Queiroz Pereira – com quem estava de costas voltadas –, foi absolvida do crime de fraude fiscal qualificada, como noticia o 'Correio da Manhã'. Em causa, estavam sete milhões de euros que o Fisco alegava estarem em dívida, por impostos não liquidados, depois de a empresária ter vendido as suas ações das empresas de família ao irmão por 62 milhões de euros, em 2013.
O Ministério Público alegava que Maude era residente fiscal em Portugal, mas o tribunal não deu o facto como provado. As Finanças e o MP defendiam que a milionária tinha montado um plano para alterar a sua residência fiscal de Portugal para o Reino Unido, de forma a não pagar impostos. No entanto, e tal como avançado pelo 'CM', para os juízes do Juízo Central Criminal, o depoimento, em julgamento, de Maude Queiroz Pereira foi “credível”, negando a “existência do alegado plano” defendido pela acusação.
Guerras de família
Antes de entrarem em guerra, Maude e Pedro tinham grande estima um pelo outro e defendiam-se mutuamente. Mais tarde, acabaram de costas voltadas, com Maude a acusar o irmão de a ter afastado da gestão das empresas e de ficar com o controlo do Grupo de forma ilegal. Por esta altura, a empresária tinha o apoio dos Espírito Santo, durante muitos anos sócios e amigos da família. De acordo com o irmão, ela tinha perdido o apoio dos acionistas e da mãe.
De acordo com a 'Sábado', que teve acesso ao testamento da matriarca Maud Queiroz Pereira, falecida em 2011, Pedro foi o principal beneficiado na parte da herança que a mãe podia dispor. A relação entre mãe e filha era, há vários anos, distante.
O irmão Pedro Queiroz Pereira morreu em 2018, a bordo do seu iate em Ibiza, na sequência de uma queda de dois metros. O empresário tinha transformado as empresa de família num dos colossos empresariais do País, com a Navigator a representar 1% do PIB português, e a ocupar a terceira posição entre as maiores exportadoras.