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Foi em 2008 que Ljubomir viveu um período difícil da sua vida quando o restaurante 100 Maneiras de Cascais, em parceria com José Avillez, faliu, com as divergências entre os dois chefs a ditarem o fim do espaço.
"O projeto durou oito meses, provavelmente porque não aguentámos as nossas diferentes maneiras de ver as coisas, de trabalhar", revelou Ljubomir, acrescentando que o encerramento teve um impacto brutal na sua vida.
"Perdi 90% dos amigos. Quando estamos bem e temos dinheiro toda a gente é nossa amiga, mas quando estamos sentados num lago de m**** a nadar até ao nariz, raramente alguém entra lá de joelhos e te dá a mão para te tirar dela". Depois disso, não baixaria os braços e lutaria para reerguer o restaurante que agora lhe foge novamente das mãos, ao ser vendido.
Em entrevista ao 'Público', o famoso chef confidenciou que perder o seu espaço de autor foi como "perder um filho", ainda que tente lidar com a tristeza de uma forma saudável e sem dramas. "Qual é o drama? O drama seria não pagar ordenados ou fugir ao IVA. Perder o 100 Maneiras é como perder um filho. Deixei um filho, mas para entrar noutro ciclo da minha vida", disse ao 'Público', acrescentando que os muitos obstáculos que já superou na vida o prepararam para momentos como este.
“Para mim foi uma sabedoria, uma experiência, uma gratidão, ter passado por altos e baixos. Há 18 anos tinha falido em Cascais, renasci em Lisboa, fiz este processo durante 17 anos, é um processo de aprendizagem. (…) Passei uma fase que tinha de passar. Agora quero ser mais adulto, mais sóbrio, não querer mostrar nada a ninguém”, contou.
Ljubomir admitiu ainda que este é tempo para abrandar, tomar as rédeas da sua vida, em vez de, como o próprio frisa, trabalhar para pagar impostos. "Não quero cozinhar todos os dias, quero é produzir para ajudar os outros. Não estou para estar a sacrificar-me a pagar impostos para outros andarem de carro de luxo, roubarem milhões e estarem no tribunal durante 20 anos. Não estou para isso.”