'
Maternidade

Felicidade! Depois de todos os (graves) problemas de saúde, Marta d'Orey revela que está grávida

"Saíste-me na sorte contra tudo e contra todos" é desta forma que a jovem, que há pouco tempo ficou sem um rim por causa de um tumor, começa uma espécie de carta ao bebé que aí vem.
Por Ana Cristina Esteveira | 20 de janeiro de 2026 às 09:49
O drama de Marta d'Orey que depois de tanto lutar recebe diagnóstico devastador: cancro
Marta d'Orey
Marta d'Orey
Marta d'Orey
Marta d'Orey
Marta d'Orey
Marta d'Orey
Marta d'Orey
Marta d'Orey
Marta d'Orey
Marta d'Orey
Marta d'Orey
Marta d'Orey
Marta d'Orey
Marta d'Orey
Marta d'Orey
Marta d'Orey
Marta d'Orey
Marta d'Orey

Marta d'Orey tem passado por muito. Graves problemas de saúde têm marcado o seu caminho, mas a jovem nunca perdeu a força, nunca desistiu de querer viver, nunca deixou de sorrir para a vida e nunca se perdeu nos corredores dos hospitais ou nos longos internamentos a que foi sujeita ao longo da sua ainda curta vida.

Ainda no final de 2025, Marta enfrentou o medo e a insegurança de carregar dentro de si um tumor. A solução foi entrar para um bloco operatório e sair de lá sem um rim. Ainda asim, e como já dissemos, não perdeu o sorriso. Agora, de forma completamente inesperada, revela que está à espera do primeiro filho. 

"Saíste-me na sorte contra tudo e contra todos. Como um jackpot a piscar no ecrã de uma daquelas maquinetas onde nunca ninguém ganha um tostão. Abri o prémio com os olhos a brilhar e uma vertigem a deslizar pelo corpo todo. Era a minha vida a mudar de um momento para o outro", começa assim o texto partilhado por Marta d'Orey na sua página de Instagram e a que deu o título de 'Uma Flor em Campo de Guerra'.

Prossegue: "Como todas as melhores surpresas que penduram o queixo, apareceste sem convite. Devias saber que, aqui em casa, terias sempre espaço. Para ti e os teus planos para nós. Mesmo que nos tenhas amachucado a agenda sem maneiras; mesmo que te tenhas imposto sem qualquer sentido de oportunidade; mesmo que caminhes numa uma linha bamba muito ténue entre o perigo e um milagre."

Marta d'Orey não esconde a felicidade: "Não fosses tu sangue do meu sangue, e não saberia dizer de onde tiraste tamanha ousadia. Um dia ensino-te a ser mais mansinho... (Isto se eu própria aprender entretanto, é claro). Cais-me de chofre no colo. Não como é comum, quando os bebés se revelam envoltos numa nuvem de algodão doce que faz cócegas na barriga dos pais. Foste mais como uma bandeja entornada com ensopado a ferver. Mal te apresentaste, sem nome nem cara, naquele dia e àquela hora tão imprópria, soube quem eras. E gostei de ti. Do teu feitio torcido, do teu jeito inoportuno, da rebeldia desafiante e das orelhas que te imagino copiar ao teu pai."

Continua a futura mamã: "Quis-te tanto, tanto, tanto... e agora aqui estás tu, duas semanas antes do grande dia; aquele em que o meu nome está escrito no quadro do bloco. Quis-te para mais logo, como uma criança que pede uma boneca para o Natal seguinte. Mas o teu presente antecipado rapidamente me fez ver como não sou eu que seguro os fios que coordenam os fantoches. Será que foi por pedir com tanta força? Será que foi dessa mesma força que bebeste para germinar em flor no meio de um campo de guerra? Talvez tenha sido assim que a aprendeste probabilidades: lutar contra as Nascendo contra elas."

"A crescer todos os dias, um segundo após o outro. Milímetro a milímetro. Cada vez mais real, mais pessoa, mais alguém que um dia saberá dizer a palavra "mãe" no início de todas as frases. Uma coisa que já é sem se ver. Que se sente sem tocar. Uma migalha que protejo com a vida, como se em ti previsse o fermento para uma mesa cheia. E quem sou eu para te fazer cumprir horários? Para definir a partir de quando podes chegar? Para te dizer o que podes ou não fazer? Não me esqueço do que pedi quanto te pedi. Não pedi grande coisa. Só uma exigência essencial: Que, como qualquer ser vivo, tivesses vida própria", escreve Marta.

E termina: "Eis-te então, pulsante e surpreendente. Como tinhas de ser para seres quem queres, quem te apetece e quem eu amo mesmo sem conhecer. As duas semanas passaram, o grande dia chegou e, no seguinte, o teu coração continuou a bater confiante, como se nada fosse. Como se o risco fosse uma estafeta fácil de passar por cima. E como se, desde o teu primeiro dia, soubesses exatamente como fazer tudo bater certo."

Saber mais sobre

você vai gostar de...


Subscrever Subscreva a newsletter e receba diariamente todas as noticias de forma confortável