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Polémica

Helena Sacadura Cabral quebra príncipio há muito assumido para deixar dura análise à polémica que envolve Cotrim de Figueiredo

A escritora e mãe de Paulo Portas e do malogrado Miguel Portas tem uma opinião muito concreta sobre as acusações de assédio sexual de Inês Bichão ao candidato João Cotrim de Figueiredo e, por isso, quebrou o silêncio.
Por Hélder Ramalho | 13 de janeiro de 2026 às 19:59
Helena Sacadura Cabral quebra príncipio há muito assumido para deixar dura análise à polémica que envolve Cotrim de Figueiredo
João Cotrim de Figueiredo
Inês Bichão, João Cotrim de Figueiredo
Cotrim de Figueiredo reage a polémica com antiga assessora
Cotrim de Figueiredo nega acusação de assédio por ex-assessora
João Cotrim de Figueiredo
Inês Bichão, João Cotrim de Figueiredo
Cotrim de Figueiredo reage a polémica com antiga assessora
Cotrim de Figueiredo nega acusação de assédio por ex-assessora

Helena Sacadura Cabral, escritora e figura reconhecida do espaço público nacional, quebrou um princípio assumido de há muito: o de não comentar política. Fê-lo para se pronunciar sobre a polémica que envolve João Cotrim de Figueiredo, o candidato da Iniciativa Liberal às eleições presidenciais de domingo, dia 18, que enfrenta uma acusação de assédio sexual feita por uma antiga assessora da IL, Inês Bichão.

A também economista, de 91 anos de idade, começa por contextualizar a exceção que decidiu abrir no longo texto que publicou na sua página de Instagram. “Não falo habitualmente de política. Especialmente, num quadro eleitoral como este que atravessamos que ultrapassa tudo o que se considera democrático. Mas vou abrir uma exceção”, escreveu, deixando claro o desconforto com o clima que envolve a atual campanha.

“Na vida pública, nem todas as tentativas de difamação produzem o efeito desejado”, afirma, defendendo que há situações em que uma alegada calúnia pode transformar-se num fator de reforço da imagem do visado. Segundo Helena Sacadura Cabral, “quando a acusação é percebida como injusta ou infundada, a reação do público tende a ser de solidariedade e defesa do visado”.

Aplicando esse pensamento ao caso de Cotrim de Figueiredo, a escritora sublinha que “se surgirem ataques que não sejam sustentados por provas, estes podem contribuir para reforçar a sua credibilidade e visibilidade”. Para Helena Sacadura Cabral, a atenção mediática gerada por situações desta natureza “muitas vezes permite que o próprio esclareça os factos, reafirme os seus valores e consolide a confiança dos seus apoiantes”.

Uma vez mais sem mencionar Inês Bichão, autora da acusação, a mãe de Paulo Portas e do malogrado Miguel Portas deixa um aviso sério. “Numa sociedade cada vez mais atenta à desinformação, acusações levianas podem prejudicar mais quem as faz do que quem as recebe”, escreve, acrescentando que o público tende a valorizar “a coerência, a transparência e a postura serena perante a adversidade”.

A reflexão termina com um reforço da mesma ideia: “Embora a calúnia seja sempre condenável, a verdade é que, em certos contextos, ela não só não atinge o seu objetivo, como pode acabar por compensar quem é alvo dela, fortalecendo a sua posição perante a opinião pública.” Sairá Cotrim de Figueiredo reforçado de toda esta polémica? Dia 18 será feita a prova dos nove, nas urnas.

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