O trágico caso de Noori, de seu verdadeiro Carolina Torres, emocionou o País. Durante mais de um mês os pais desesperaram sem saber da filha, deixando sucessivos apelos nas redes sociais por pistas que pudessem trazer alguma luz sobre o paradeiro da jovem de 18 anos de idade, desaparecida desde 9 de outubro.
O desfecho foi o mais terrível de todos, aquele que os pais desejaram nunca viver. O seu corpo foi encontrado a 16 de novembro na praia da Leirosa, na Figueira da Foz, e a identidade foi confirmada posteriormente, no dia 28 de novembro, com o corpo em avançado estado de decomposição.
Após a confirmação da morte da filha, o pai, Sérgio Torres, publicou uma mensagem emotiva nas redes sociais: "Adeus filha. Desculpa não ter conseguido ser o melhor. Até ao nosso reencontro". Antes, Noori tinha acusado o pai de a ter expulso de casa e vivia na rua antes de desaparecer.
A mãe chegou a revelar que a relação de Noori com o pai tinha sido conturbada e que terá mesmo havido confronto físico, que depois se repetiu com a mãe, enfermeira de profissão, que acabou por deixar a filha em casa o pai. Durante dois anos, praticamente não se falaram. "Ela disse-me que não queria que eu fizesse parte da vida dela, era como se eu não existisse para ela, que a tinha abandonado em casa do pai", recordou Cristiana Gaspar em conversa com Júlia Pinheiro, na SIC.
No mesmo programa, Cristiana revelou ainda que a filha consumia drogas e álcool, o que agrava ainda mais o estado de saúde de Noori, diagnosticada com Transtorno de Personalidade de Borderline. Também conhecido por TPB, trata-se de um transtorno mental que afeta gravemente a capacidade de uma pessoa gerir as suas emoções. Isso resulta em impulsividade, instabilidade emocional, relacionamentos interpessoais caóticos e uma marcada instabilidade na autoimagem. Tudo sintomas que podem ter levado ao desaparecimento de Carolina Torres e a este desfecho trágico.