Vários dias depois do desaparecimento misterioso de Maria Custódia Amaral, o corpo da filha da atriz Delfina Cruz foi encontrado no dia 31 de janeiro, enterrado junto à Lagoa de Óbidos. O principal suspeito, José Pedro Sobreiro Branco, um ex-namorado e antigo inquilino, de 34 anos, confessou o crime à Polícia Judiciária, mas alegou ter sido "um acidente", tendo ficado em prisão preventiva.
Agora, Carlos Anjos, ex-inspetor da PJ, falou sobre a importância que a autópsia irá ter para esclarecer as verdadeiras circunstâncias da morte.
“Eu não tenho dúvidas que foi agressão (...) Eu acho é que ele vai relatar que não houve premeditação, ou seja, que não se encontrou com ela em casa para a matar. Porque isso pode valer a questão de ser só homicídio simples ou de ser homicídio qualificado se houve premeditação”, começou por explicar no 'Noite das Estrelas', da CMTV.
“Agora, a autópsia claro que nos vai dizer isso tudo, até nos vai dizer mais coisas. Vai-nos dizer se ela foi morta à pancada, se foi morta com alguma facada, se foi morta a tiro... E pode-nos até dizer outras coisas, se ela, quando foi enterrada naquele buraco, estava já morta ou não, se estava apenas desmaiada, sem sentidos”, referiu.
“A autópsia vai-nos confirmar então se a versão que ele apresentou à Polícia Judiciária é uma versão correta e se enquadram os ferimentos que ela tem com a versão dele”, concluiu.