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O inquilino que afinal era um 'ex' e que não a largava, e o 'atual' que sabia de tudo. Os homens da vida de Maria Amaral que quase baralharam a investigação

Maria Amaral não queria ter namoros que a prendessem, mas também não conseguia desligar-se de relações passadas. Era o caso de José, o homicida confesso, que a conhecia há muitos anos, a "descompunha" nas redes sociais mas voltava sempre ao seu encontro. O atual amigo-especial de Maria, sabia de tudo e não gostava, Mas nada fazia porque também ele tinha uma companheira. Uma encruzilhada que mais parece uma novela... com triste final
Luísa Jeremias
Luísa Jeremias
02 de fevereiro de 2026 às 21:15
Maria Amaral
Maria Amaral

Ela tinha 54 anos. Ele 35. Mas os (basicamente) 20 anos de diferença entre ambos não eram impedimento para se manterem próximos e, sobretudo, para o grau de intimidade o impedirem de, volta não volta, ele dizer o que devia e não devia nas redes sociais sobre ela. Quem a conhecia bem já nem dava importância aos impropérios. Afinal, José tinha personalidade instável, fervia em pouca água e nem a atual companheira "acalmara a fera". Provavelmente, era esse mau feitio que divertia Maria, e que a fez aceitar "angariar" a casa deste na sua imobiliária e deslocar-se no dia fatídico à mesma. A casa que nunca chegou a pôr a venda mas que serviu de leito da sua morte. 

José ficou em prisão preventiva nesta segunda-feira, depois de ser presente a juiz após a detenção e confesso homicídio de Maria Custódia Amaral. É na prisão que ficará a aguardar julgamento. Em tribunal, José terá dito, de acordo com fontes ouvidas pela CMTV, que "a morte foi um acidente" e que terá acontecido no seguimento de uma discussão. 

A confissão acontece após 15 dias de buscas por parte da Polícia Judiciária. Sabe a FLASH! que foi preciso chegar aos mais próximos de Maria Amaral. "Não houve pressões. Foram todos ouvidos. Não havia outra forma", garante fonte policial à FLASH!, . A questão é que para a própria polícia não foi fácil chegar ao "quem é quem" na vida de Maria, uma mulher "livre" que não queria relacionamentos que lhe criassem amarras... e que acabou vítima da sua própria escolha. 

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Atual namorado de Maria Custódia Amaral terá sido o autor das mensagens ameaçadoras ao filho da mulher que continua desaparecida

Quem é José, afinal, o confesso homicida de Maria, que a terá matado em sua casa e depois enterrado o corpo na Lagoa de Óbidos? As explicações demoraram a chegar. Um antigo namorado, disse-se primeiro. Alguém com que mantinha ainda uma relação estreita, veio depois. E, enfim, no dia em que se soube da confissão de homicídio. "um antigo inquilino, que agora queria que ela angariasse a sua casa". 

Vamos entender-nos. José era um velho amigo de Maria Amaral. De há muito anos. Não era o ex, era mais uma espécie de "ex- do-ex", ou seja, alguém que estava lá e que nunca deixou de estar, embora ambos tenham seguido vidas diferentes - os dois tinham relacionamentos. Mas era um bom amigo. Embora um amigo algo obsessivo. Os 20 anos de diferença entre ambos nunca o impediram de dizer o que tinha a dizer nas redes sociais sobre a "amiga mais velha". Para ele isso não existia. Por isso todos estranharam quando, depois, do desaparecimento de Maria, José não se manifestasse. Na verdade, não havia mais nada para manifestar. E por isso, e pelas mensagens no telemóvel, a polícia chegou até ele. Não foi preciso muito para que antes de fazer duas semanas, a PJ percebesse o seu envolvimento no sucedido. Depois, foi dar-lhe espaço e fazer as perguntas certas no momento certo para surgir a confissão. A seguir, bastava ir ao local onde estava o corpo - a Lagoa de Óbidos -, num buraco na areia e confirmar a tese de José.

Para trás ficou outra tese: a do envolvimento do namorado - o amigo especial. 

"Mas o namorado também tem outra pessoa", reagiu Cristina Ferreira, na manhã de segunda-feira no 'Dois às 10', quando os especialistas policiais do programa analisavam o caso. Verdade: o amigo especial tinha outra pessoa, ou seja, não era "exclusivo" de Maria Amaral. E mais: sabia da proximidade desta com o antigo ex (o alegado homicida). E não gostava, claro, mas também não tinha muito a reclamar. 

O "atual" também foi, evidentemente, ouvido pela polícia, que rapidamente descartou o seu envolvimento. É que entretanto as câmaras de videovigilância, onde o carro de Maria havia sido deixado, e o telemóvel da filha de Delfina Cruz, já haviam conduzido a outras pistas. 

Então e a companheira do atual? E a do ex? Ah, isso é tema para o próximo episódio desta novela real, que ainda promete muitas revelações. 

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