Por alguma razão incompreensível Cristina Ferreira acreditou que a forma de alavancar as audiências da nova edição de ‘Casa dos Segredos’ é dar “ralhetes” aos concorrentes. O novo estilo de espevitar participantes começou logo no primeiro programa e tem feito escola, tanto nos diários de horário nobre como nas galas de domingo à noite.
O tom tem a sua lógica: a apresentadora considera que os concorrentes podem dar muito mais do que estão a fazer, quer transformar o programa num fenómeno - como foi a sua última edição - e acredita que em momento algum eles se podem esquecer que estão em televisão e não numa colónia de férias. E trata de os lembrar disso constantemente, quer no que diz, quer no tom de voz, como se se tratasse de uma mãe a pôr na ordem as suas crias ou, de forma mais literária de uma percetora de colégio interno que não dá sossego aos alunos desatentos.
Não nos cabe julgar a opção até porque os resultados estão à vista diariamente nas tabelas de audiências. Mas convém recordar que um programa de televisão não se faz só dos seus atores, do casting escolhido, mas também do guião criado:o último ‘Secret Story’ resultou porque desde o primeiro momento existiu um enredo que funcionou dentro e fora do programa:o do noivo traído. Sem guião não há tema e não há ralhete que valha.