A noite dos Óscares é, para um certo nicho de espectadores, uma das mais esperadas do ano. Aquela em que, já se sabe, haverá “noitada” em frente à televisão - é certo que as imagens podem ser encontrado forma mais ou menos “oficial” no YouTube, mas o ritual não tem a mesma graça.
Depois de anos, afastadas, a transmissão voltou à RTP, estação de serviço público, apesar os custos exagerados que a mesma continua a implicar - mesmo no horário a que acaba transmitida. A RTP é, pois, a solução aplaudida por quem quer ver essa noite. Só que é nesse aplauso que chega um pequeno “senão”: a questão da tradução simultânea, ou seja, narração live dos discursos.
A questão inevitável é: quem é o público dos Óscares? Quem são os que ficam acordados madrugada fora (este ano começou e acabou mais cedo) a ver a cerimónia em tempo real? A tradução simultânea, no meu ponto de vista, não serve “o nicho”, que prefere não ter legendas e conseguir ouvir tudo o que está a ser dito - mesmo em inglês - do que não ouvir o que está a ser dito e perder metade nas mensagens na tradução que não consegue acompanhar.
É uma questão de responder a “quem é o público”. Até porque há formas e ajudar a tradução que não “em cima”, como já chegou a ser feito. Talvez valha a pena repensar a estratégia para não se perderem fãs “irritados”.