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Em casa de...

Juan José Padilla: O 'El Pirata' da arena mostra mansão luxuosa em Espanha

O grande triunfador da corrida que iniciou a temporada taurina do Campo Pequeno, a 6 de abril, abriu em exclusivo à FLASH! as portas da sua luxuosa mansão em Jerez de la Frontera, mostrou alguns dos seus "amuletos" da sorte que o ajudam depois de tantos sustos que quase lhe custaram a vida nas arenas.
Por Carolina Pinto Ferreira | 15 de abril de 2017 às 11:26
Juan José Padilla Flash
Juan José Padilla Flash
Juan José Padilla Flash
Juan José Padilla Flash
Juan José Padilla Flash
Juan José Padilla Flash
juan josé padilla Flash
juan josé padilla Flash
Juan José Padilla Foto: Liliana Pereira
Juan José Padilla Foto: Liliana Pereira
Juan José Padilla Foto: Liliana Pereira
Juan José Padilla Foto: Liliana Pereira
Juan José Padilla Foto: Liliana Pereira

É um dos toureiros mais conceituados do mundo e foi o grande triunfador da corrida que abriu a tenporada 2017 do Campo Pequeno, dia 6 de Abril. Padilla, de 44 anos de idade, acabou de sofrer duas colhidas mas nada o para. No corpo guarda as cicatrizes de várias cornadas.

O 'Pirata', como é conhecido entre os aficionados do mundo inteiro (por só ter um olho) abriu-nos a porta do seu mundo, a sua mansão de luxo, em Jerez de la Fontera, Espanha, falou das duas grandes colhidas que mudaram a sua vida, de como se agarrou à religião para ter força para voltar à arena e de como conseguiu ultrapassar o medo que a família sentia por si. Uma história de coragem contada na primeira pessoa.

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Juan José Padilla Foto: Liliana Pereira

Foi vítima de várias cornadas graves na praça de touros. Como foi ultrapassar esses momentos mais dramáticos?Durante o meu percurso tive vários percalços e dois muito graves. Um foi em Saragoça, que me tirou um olho. O outro rebentou-me toda a parte abdominal ao ponto de chegar à coluna vertebral. Neste estive perto da morte. Tive a sorte de escolher uma profissão de risco mas nunca ninguém me obrigou a exercê-la. Foi uma escolha minha. Sei que pago um tributo caro mas sinto-me recompensado. Pela cultura em si, pelo carinho da sociedade e por tudo aquilo que consegui alcançar que foi muito mais do que alguma vez pensei. Isso para mim é o meu maior louvor.

Teve medo de morrer?

Não. A morte é o princípio da vida. Quem iria sofrer mais seria a minha família. Tenho dois filhos, de dez e 12 anos, a minha mulher que ainda tem muito para gozar na vida. Compreendo que para eles seria muito duro. Eu estou sempre preparado para a chamada de Deus.

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Juan José Padilla Foto: Liliana Pereira

Não tem medo de morrer na arena?

Os toureiros vivem a saber que podem morrer na praça. Estamos ali para triunfar e oferecer o melhor de nós. Mas não pensamos que vamos morrer. Não posso pensar que um touro me vai matar.

Depois do que sofreu, nunca pensou em desistir?

Não! Não pude deixar de reconhecer que era obrigatório pagar esse tributo. Sempre pensei que o sofrimento faz parte da glória.Todos os louros que consegui são resultadode esforço, sacrifício e acredito que tudo na vida tem um custo portanto sinto-me orgulhoso e não guardo rancor dos touros.

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A sua família nunca lhe pediu para desistir?

O meu pai e a minha mãe não queriam que eu voltasse a tourear. O meu irmão tão pouco. A minha mulher ajudou-me e apoiou-me muito. Sempre me deu a liberdade de tomar a decisão que me fizesse mais feliz. Para mim, voltar a vestir-me de toureiro era como voltar a viver. Foi um milagre de Deus.

Juan José Padilla Foto: Flash

Em 2012, voltou a tourear. Lembra-se bem desse dia?

É impossível esquecer. Foi o meu reaparecimento em Olivença. Saí de lá em ombros. Sabia que a minha recuperação que envolvia cirurgias, reabilitação e necessitava também de pensar na vida: de voltar a entregar-me à minha profissão, preparando-me fisicamente. Perdi 17kg nessa altura, estava anorético, muito frágil.

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Precisou de tempo para voltar a ganhar coragem?

Sim, estive um ano parado para refletir e para dar o passo e admitir a mim próprio que voltaria a pôr os pés numa praça de touros. Fui capaz de reconhecê-lo e virar a página.

Como foi enfrentar o primeiro touro depois da colhida?

Foi muito emocionante. Enfrentar aquele touro foi enfrentar-me a mim próprio, à sociedade e ao público. Tinha centenas de câmaras fotográficas e de televisão, do mundo inteiro, direcionadas para mim. Isso deu-me muita força para não desistir.

Juan José Padilla Foto: Flash
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UM HOMEM DE CRENÇAS

É uma pessoa muito religiosa?

Sou muito crente. Não consigo viver sem a presença de Deus. Foi uma educação que tenho desde pequeno e que continuei sempre a acompanhar perante o meu crescimento.

Apoiou-se em Deus nos momentos mais difíceis?

Sempre. Nos difíceis e nos momentos de felicidade. Dou graças a Deus todos os dias da minha vida. Rezo quando me levanto por ter uma sorte tremenda em ter uma família espetacular e por ser uma pessoa realizada naquilo que faço. Agradeço a Deus por tudo na minha vida, por ter uma vida maravilhosa.

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