“Estamos muito preocupados”: os reis de Espanha expressaram, esta segunda-feira, a sua consternação com o descarrilamento de dois comboios de alta velocidade, este domingo, em Adamuz, Córdoba, e garantiram que apesar de estarem fora do país estão em contacto com o primeiro-ministro e com o presidente da Andaluzia para se manterem informados sobre as operações.
Pelo menos 39 pessoas morreram na tragédia deste domingo em Córdoba e outras 11 ficaram gravemente feridas com gravidade, incluindo cinco menores. Há ainda mais de 150 passageiros com ferimentos ligeiros.
Para Sofia, Lisboa tem sido uma nova casa, que a acolheu com segurança, mas lhe permitiu também a liberdade a que não está habituada. Apesar de ser sobejamente conhecida, em Portugal consegue viver quase como uma anónima a sua juventude, longe das apertadas questões reais a que a irmã, por ser herdeira ao trono, está sujeita. 2025 foi o ano em que a capital ganhou uma infanta e os reis ficaram com o palácio majs silencioso.
A viver em Benfica e a estudar no Chiado, a filha mais novas dos reis de Espanha anda de transportes públicos, dorme numa residência de estudantes e já andou a palmilhar a cidade ao lado dos colegas. Com mais liberdade do que quando vivia no País de Gales, preocupa os pais Felipe VI e Letizia, que estão a uma curta distância de avião da filha e têm sempre à mão o telemóvel do presidente Marcelo para algum SOS de emergência.
Ainda com os funiculares encerrados e com uma nova sensação de desconfiança, Lisboa retoma, neste fim de semana, muitos dos acontecimentos sociais e culturais que ficaram em suspenso depois da tragédia da Glória. E a melhor forma de incentivar a capital, é abraçá-la nesta fase.
Evento teve de ser adiado devido ao descarrilamento do Elevador da Glória, mas Marcelo Rebelo de Sousa já anunciou que irá acontecer ainda em setembro.
Cerimónias fúnebres decorreram no passado sábado, na aldeia do Vergão, em Proença-a-Nova, e contaram com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa, foi que foi a título pessoal.
Homem mantém-se internado, mas está livre de perigo, assim como a mãe da criança, que comoveu o país, depois de se ter agarrado a um polícia que não mais largou.
Presidente da República, primeiro-ministro e presidente da Câmara Municipal de Lisboa deslocaram-se a pé desde a igreja de São Domingos à Calçada da Glória para depositarem ramos de flores no local da tragédia, junto ao Elevador da Glória.