Tédio é uma das palavras que nunca será usada para descrever o irrequieto Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que dia 9 de março passará a pasta ao aparentemente tranquilo António José Seguro. Taticista, Marcelo foi um estratega em Belém, mesmo quando fez da estabilidade política uma alegada bandeira. Deu um puxão de orelhas ao Governo quando geriu mal o drama dos fogos, em 2017, obrigando mesmo António Costa a demitir a MAI da altura. Viveu muita proximidade ao povo e acabou vergado por um escândalo que o magoou muito: cortou relações com o filho, Nuno, que envolveu o pai num caso que manchou a sua reputação e notoriedade.
O Presidente da República reduziu significativamente a sua presença no meio do povo depois do escândalo das gémeas luso-brasileiras. Regressa agora... naquela que pode ser a sua última ocasião para voltar a ser visto como o 'Presidente dos Afetos'.
Sou levado a admitir que o ano que vem poderá trazer três movimentos principais, um dos quais representa a continuação do que já vem de trás, mas dois outros constituirão, a concretizarem-se, novidades relevantes.