Amigo de Ricardo Salgado há mais de 20 anos, o padre Avelino Alves conta, numa longa conversa com a The Mag by FLASH!, como uma das famílias mais poderosas de Portugal tinha tudo e ficou, de repente, sem nada. Visita de casa do antigo banqueiro, aponta ao dedo aos que antes partilhavam com ele viagens e flutes de champanhe e agora o deixam à sua sorte, recorda as traições que fizeram o clã partir-se em dois e a dor que Salgado e a mulher sentem por viverem afastados dos netos. No final, deixa uma palavra de apreço a Maria João Salgado, que assumiu os comandos da família e deu a cara pelos problemas. "Se não fosse a mulher, ele não teria aguentado". Uma reportagem exclusiva à qual também pode assistir em vídeo.
Exclusivo: a FLASH! falou com o padre que acompanha há décadas a família Espírito Santo e privou com Ricardo Salgado nos momentos de glória e de queda. Como a vida de uma das famílias mais poderosas do país ruiu.
À FLASH!, o padre de Ricardo Salgado fala sobre a força da mulher de Ricardo Salgado, admitindo que ela é quem mais sofre no meio de toda a polémica. Longe dos filhos e dos netos, o casal leva uma vida solitária no meio de uma casa enorme, em Cascais.
Amigo de Ricardo Salgado há mais de 20 anos, o padre Avelino Alves conta, numa longa conversa com a The Mag by FLASH!, como uma das famílias mais poderosas de Portugal tinha tudo e ficou, de repente, sem nada. Visita de casa do antigo banqueiro, aponta ao dedo aos que antes partilhavam com ele viagens e flutes de champanhe e agora o deixam à sua sorte, recorda as traições que fizeram o clã partir-se em dois e a dor que Salgado e a mulher sentem por viverem afastados dos netos. No final, deixa uma palavra de apreço a Maria João Salgado, que assumiu os comandos da família e deu a cara pelos problemas. "Se não fosse a mulher, ele não teria aguentado". Uma reportagem exclusiva à qual também pode assistir em vídeo.
Aos 78 anos, Maria João Salgado tem em mãos um trabalho inesperado: tomou o lugar do marido, passou a estudar o código penal, dossiers e contas de que pouco sabia e toma decisões a pensar naquilo que Ricardo Salgado faria. "No fundo, agora é ela quem sofre e suporta os processos, o que é uma das grandes injustiças disto tudo", conta uma fonte próxima da família, acrescentando que nos últimos tempos muitos se aproximaram da companheira do ex-banqueiro para lhe dar a mão. Descrita como forte e resiliente, ela não verga e toma agora as dores de toda uma família. Saiba o que mudou na sua vida.
Testemunha fulcral no caso BES, o primo de Ricardo Salgado foi esta quinta-feira ouvido no âmbito do processo e trouxe a lume todas as guerras que dividiram a família e que fazem que, entre os Espírito Santo, Ricciardi seja visto como grande traidor. Dos tempos em que partilhavam um berço de ouro em Cascais, às desavenças e cobiça pelo poder. Como tudo se desmoronou.
Com o antigo dono do BES a viver num mundo embaciado pela doença de Alzheimer, é a mulher, Maria João, quem assiste ao desmoronar de tudo. Sem os filhos, cada um no seu país, longe dos netos, tornou-se enfermeira numa casa silenciosa e viu todos os ilustres que se diziam amigos virarem-lhe costas. Da vida entre Nova Iorque, Brasil e Comporta restam apenas as memórias, mas quem a conhece diz que Maria João é resiliente, um rochedo, que não quebra. "Ele é um homem com muita capacidade, muito inteligente, mas não resistia se não fosse a mulher", fez saber um padre, amigo da família há mais de 20 anos.
Nos anos de ouro havia flutes de champanhe a circular de mão em mão no jardim e uma comitiva de empregados trajados que, ao estalar de um dedo, corriam a perguntar se o 'senhor' precisava de alguma coisa. O mítico palacete rosa, na primeira linha do mar, em Cascais, era mais do que a residência de família de Ricardo Salgado, era o símbolo do status, do poder e a linha que separa os que têm dinheiro dos efetivamente muito (podres de) ricos. Perder a mansão é a facada mais certeira no coração dos Espírito Santo.
Com a queda do BES, a família Espírito Santo foi, aos poucos, sendo sacudida da Comporta, que agora se assume como o território por excelência de Paula Amorim. A empresária rejuvenesceu a localidade alentejana e acabou com as festas ultra-exclusivas de Ricardo Salgado, que eram quase um mito da Comporta. Agora, o luxo é compartilhado com o mundo nos empreendimentos de Paula Amorim, uma porta aberta para a elite espanhola.
Era terra de ninguém quando em 1971 o cantautor Zeca Afonso lhe dedicou uma canção. Hoje é o paraíso onde todos querem ter uma casa singela de paredes caídas de branco e telhados de colmo, para "brincarem aos pobrezinhos". A especulação imobiliária é tanta em Grândola que a câmara viu-se obrigada a suspender parte do PDM para travar o crescimento dos empreendimentos turísticos. Ali, o povo já não é "quem mais ordena".