Frustrado por olhar para as contas finais e ver que um ano de lucro nos seus restaurantes é igual ao que ganha num mês a trabalhar com a marca Chakall, cansado de fazer 150 voos por ano pelo mundo a gravar programas de televisão, o chef do turbante decidiu em 2022 mudar a sua vida. Chakall, ou Eduardo, como lhe chama a mãe, lava a alma numa conversa dura, intensa, mas, mesmo assim, plena de esperança.
Num verdadeiro escândalo em família, irmãos são acusados de lesar Diana Chaves, Ana Guiomar entre muitas outras caras conhecidas, num processo milionário que está parado na Justiça e levanta ainda suspeitas sobre transações feitas pela família antes da insolvência.
Em 2009, falido, cheio de dívidas e depois de noites em que dormiu num banco de jardim, conseguiu reerguer-se e reabriu o '100 Maneiras' no Chiado. Em 2024, após vários desaires pessoais e empresariais, começou uma travessia no deserto da restauração que culminou agora na venda de todos os seus restaurantes. Perdeu a estrela Michelin, um dos espaços ardeu, deixou escapar um contrato televisivo milionário. Diz que se vai dedicar "à vida no campo".
Depois de vários profissionais terem alertado para a dificuldade de pagar contas e o potencial encerramento de restaurantes, a resposta surgiu da parte do Governador de Portugal, que os acusa de estarem a chorar de bolsos cheios. A guerra está instalada no setor.
Os bancos não pedem os mais de mil milhões de euros de volta. O famoso empresário madeirense não tenciona pagá-los. O assunto continua a ser empurrado com a barriga e é uma verdadeira 'Never ending story (história interminável)'. Ele, e os seus 'sócios', são os autores do segundo maior escândalo financeiro do século, depois da queda do BES pela mão de Ricardo Salgado. Agora são os filhos, Renato e Cláudia Berardo, mais os netos, que pediram ao tribunal para os livrar de terem de pagar com o seu património as dívidas do patriarca da família.
O médico e comentador da SIC confrontou a jornalista Ana de Freitas, a propósito da polémica petição que pede a descriminalização das "terapias de conversão sexual".