Amigo de Ricardo Salgado há mais de 20 anos, o padre Avelino Alves conta, numa longa conversa com a The Mag by FLASH!, como uma das famílias mais poderosas de Portugal tinha tudo e ficou, de repente, sem nada. Visita de casa do antigo banqueiro, aponta ao dedo aos que antes partilhavam com ele viagens e flutes de champanhe e agora o deixam à sua sorte, recorda as traições que fizeram o clã partir-se em dois e a dor que Salgado e a mulher sentem por viverem afastados dos netos. No final, deixa uma palavra de apreço a Maria João Salgado, que assumiu os comandos da família e deu a cara pelos problemas. "Se não fosse a mulher, ele não teria aguentado". Uma reportagem exclusiva à qual também pode assistir em vídeo.
Foram criados como irmãos, mas em 2004 uma traição levaria ao corte total de relações. A família partiu-se ao meio... até aos dias de hoje. Padre da família conta tudo em exclusivo à FLASH!
Amigo de Ricardo Salgado há mais de 20 anos, o padre Avelino Alves conta, numa longa conversa com a The Mag by FLASH!, como uma das famílias mais poderosas de Portugal tinha tudo e ficou, de repente, sem nada. Visita de casa do antigo banqueiro, aponta ao dedo aos que antes partilhavam com ele viagens e flutes de champanhe e agora o deixam à sua sorte, recorda as traições que fizeram o clã partir-se em dois e a dor que Salgado e a mulher sentem por viverem afastados dos netos. No final, deixa uma palavra de apreço a Maria João Salgado, que assumiu os comandos da família e deu a cara pelos problemas. "Se não fosse a mulher, ele não teria aguentado". Uma reportagem exclusiva à qual também pode assistir em vídeo.
Aos 78 anos, Maria João Salgado tem em mãos um trabalho inesperado: tomou o lugar do marido, passou a estudar o código penal, dossiers e contas de que pouco sabia e toma decisões a pensar naquilo que Ricardo Salgado faria. "No fundo, agora é ela quem sofre e suporta os processos, o que é uma das grandes injustiças disto tudo", conta uma fonte próxima da família, acrescentando que nos últimos tempos muitos se aproximaram da companheira do ex-banqueiro para lhe dar a mão. Descrita como forte e resiliente, ela não verga e toma agora as dores de toda uma família. Saiba o que mudou na sua vida.
Testemunha fulcral no caso BES, o primo de Ricardo Salgado foi esta quinta-feira ouvido no âmbito do processo e trouxe a lume todas as guerras que dividiram a família e que fazem que, entre os Espírito Santo, Ricciardi seja visto como grande traidor. Dos tempos em que partilhavam um berço de ouro em Cascais, às desavenças e cobiça pelo poder. Como tudo se desmoronou.
Com o antigo dono do BES a viver num mundo embaciado pela doença de Alzheimer, é a mulher, Maria João, quem assiste ao desmoronar de tudo. Sem os filhos, cada um no seu país, longe dos netos, tornou-se enfermeira numa casa silenciosa e viu todos os ilustres que se diziam amigos virarem-lhe costas. Da vida entre Nova Iorque, Brasil e Comporta restam apenas as memórias, mas quem a conhece diz que Maria João é resiliente, um rochedo, que não quebra. "Ele é um homem com muita capacidade, muito inteligente, mas não resistia se não fosse a mulher", fez saber um padre, amigo da família há mais de 20 anos.
Diz o povo que se zangam as comadres e descobrem-se as verdades. Bem, no caso do "terramoto" que levou à queda do Banco Espírito Santo esse adágio popular assenta que nem uma luva. Dois primos divergem e entram em guerra. Um multimilionário amigo tira o tapete a Ricardo Salgado, denuncia-o apresentando provas de alegadas vigarices. Estava montado o caldo perfeito para implodir o BES. Ah, e o banco era efetivamente um queijo suíço cheio de buracos negros e mistérios de dinheiros desaparecidos por explicar. Muitos deles até hoje.
Recebe uma pensão dourada de 23 mil euros por mês. Vive num casarão de 20 milhões de euros em frente ao mar em Cascais. Não aparece em tribunal com a desculpa dos perigos da Covid-19, mas aparece a gozar férias, sem máscara, num resort na ilha Sardenha. Tudo isto numa altura em que os seus advogados o querem dar como demente e sem memória. As incríveis histórias do "Dono Disto Tudo".