Se quiser e puder, Alexandre Quintas, o português que encontrou e salvou Zacharie e Barthélémy, de 3 e 5 anos, no meio do mato pode ir a França e sujeitar-se ao processo de adoção. Não é impossível e aconteceria depois de esgotadas todas as possibilidades no país de origem.
Alexandre Quintas, o padeiro que salvou Barthélémy e Zacharie, de cinco e três anos, tem as portas abertas para acolher as duas crianças que "vivem como bolas de pingue-pongue" em França.
Experiência de poucas horas terá corrido mal, explica o padeiro Alexandre Quintas. Autoridades entregaram Zacharie e Barthélémy à avó materna, mas uma brincadeira, por falta de atenção, resultou num acidente. Meninos tirados e entregues juntos a família de acolhimento
"Não tenho contactos com a GNR, nem forma de saber dos meninos", explicou o homem que encontrou os dois irmãos franceses à beira de uma estrada, em Alcácer do Sal.
Zacharie e Barthélémy, de apenas cinco e três anos, já voltaram para a cidade onde nasceram ainda que não possam regressar a casa, aos seus quartos e aos seus brinquedos. Nem para junto do irmão mais velho.
Melanie Tavares, do Instituto de Apoio à Criança, traça um quadro assustador para o futuro dos meninos franceses largados na beira da estrada pela mãe e pelo namorado desta na Comporta. Acusa estes adultos de ato "cruel e traumático" e lança um apelo às autoridades.
A embaixada de França quer as crianças na terra delas. Portugal não tem interesse em ficar nem com as crianças nem com a mãe e o namorado. Em duas semanas todos estarão repatriados e em Colmar. Em exclusivo, o ex-inspetor chefe da PJ Carlos Anjos explica o A, B, C do caso. Quem pode ficar com os meninos? Por que razão Portugal meteu os adultos na prisão preventivamente. E como tudo vai acontecer dentro de dias... em França.