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Como Nuno Morais Sarmento enfrentou a morte de frente. Passou por 12 cirurgias, esteve dois anos internado e chegou a despedir-se dos filhos, mas nunca desistiu: "Se alguma vez baixei os braços? Não"

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Nuno Morais Sarmento tinha anunciado em janeiro a sua saída da presidência da FLAD por motivos de saúde, lançando o alerta sobre uma recidiva na luta contra o cancro. Uma batalha que bem conhecia e que enfrentou de frente, recebendo dos médicos a alcunha de 'doente rebelde'. Depois de ter descido aos infernos ao lutar contra um agressivo tumor no pâncreas, teve alta e, mais do que nunca, aproveitou os pequenos prazeres da vida, ainda que sempre com a consciência do machado que pairava sobre si. "Fisicamente não estou recuperado. Tomo não sei quantos medicamentos por dia, que é uma coisa que me incomoda. Tento fazer a vida normal e isso dá-me um gozo. Um dia normal pode ser para mim um dia de extraordinária satisfação. Morreu este sábado, aos 65 anos.
Farto da reforma antecipada? Com a filha mais nova já criada, Passos Coelho cumpre promessa a Laura e dá sinais políticos

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Há oito anos, Pedro Passos Coelho renunciava ao cargo de deputado e fechava a porta política para apoiar a mulher, Laura, no inferno do cancro. Depois da morte da fisioterapeuta, honrou a promessa de estar ao lado da filha menor, enquanto dele dependesse, e fechou-se num casulo familiar. Hoje, com o clã organizado, dá cada vez mais sinais de estar pronto para voltar e, na última terça-feira, 24, declarou-se como uma voz crítica do Governo e não deixou nada por dizer. Da vida de recato ao furacão político, conheça a nova vida do antigo primeiro-ministro.
A impressionante batalha de Nuno Morais Sarmento contra a doença, que o obrigou a deixar, de novo, o trabalho depois de 12 operações

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Achou que tinha vencido a batalha contra um cancro na próstata quando começou a ficar ora descontrolado e irascível, ora prostrado e sem forças. Esteve neste limbo dois anos... até que um médico descobriu em três semanas que tinha um cancro no pâncreas. Viveu um inferno longe dos holofotes. Esteve hospitalizado durante ano e meio, ao longo de dois. Desses, cinco meses foram nos Cuidados Intensivos, muitas vezes amarrado à cama. Foi operado 12 vezes, "cortado às postas", como ainda consegue relatar com algum humor, gabando-se de ter sido um paciente "rebelde". Voltou ao trabalho à frente da FLAD em agosto de 2024, mas agora a saúde impede-o de continuar. O político PSD que na juventude foi boxer e também consumiu drogas volta para casa. Tem o sonho de escrever as suas memórias hospitalares. Talvez agora o faça.

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