Entrevista de Cristina Ferreira sobre a polémica da violação rendeu à TVI audiências históricas, mas ativista acusa o canal de transformar o erro num espectáculo lucrativo, onde a vítima é secundarizada.
Cristina Ferreira esteve no 'Jornal Nacional' para esclarecer a polémica sobre a alegada violação em grupo de uma jovem de 16 anos. Só quis saber o que ia na cabeça dos agressores, recorda tudo aquilo porque já passou e deixa um lamento final.
Apresentadora viu o seu comentário sobre caso de violação em grupo tornar-se viral, com um País a apontar-lhe o dedo (inclusivamente colegas de televisão). Se desta vez o silêncio tem sido a arma da estrela para lidar com o assunto, noutras polémicas, em muito idênticas, revoltou-se com aqueles que acusa de quererem sangue à sua custa. Mas são esses, e outros tantos, que lembram: o mediatismo não serve apenas para nos esgotar o stock da marca, com ele vem uma responsabilidade acrescida enquanto cidadã.
A polémica em torno do caso da alegada violação em grupo de uma jovem em Loures subiu de tom: a ativista Francisca de Magalhães Barros denunciou a TVI à ERC, acusando o programa de Cristina Ferreira de "banalizar" a violência sexual e desrespeitar a dignidade da vítima.
As palavras de Cristina Ferreira sobre o julgamento dos quatro "influencers" de Loures estão a incendiar as redes sociais, com críticos a acusarem a apresentadora de desvalorizar a violação em grupo de uma menor.
E vão três! Depois de dois episódios criminais com violência em Espanha que determinaram a sua expulsão do país, só faltava agora ao jogador Rúben Semedo ser apanhado numa história de violação de uma menor na Grécia. Só que nem sempre o puto do bairro da Mina, na Amadora, foi assim. Descubra a história de um atinado filho de imigrantes caboverdeanos, que aos cinco anos viu o pai ser preso, que se meteu em confusões em Espanha, já foi cobiçado por vários clubes europeus de topo, e agora está envolvido num escândalo sexual com uma menor.
Dois acidentes no Sambódromo, arrastões na praia, uma cidade a saque que em vez de se levantar na pós-olimpíada, chora as suas mágoas contra a corrupção e o estado das coisas. Será que o fado tirou o lugar do samba?