'
The Mag - The Weekly Magazine by FLASH!

De regresso à vida dourada de Bruxelas! Os ordenados de luxo de Catarina Martins e Cotrim de Figueiredo depois do adeus ao sonho

Com a Presidência da República já fora do horizonte, é o regresso à vida de todos os dias para João Cotrim de Figueiredo e Catarina Martins, que voltam a fazer as malas para Bruxelas, com todas as regalias que a vida na Bélgica implica.
João Bénard Garcia
João Bénard Garcia
29 de janeiro de 2026 às 20:30
Catarina Martins e Cotrim de Figueiredo voltam a Bruxelas com ordenados de luxo
Catarina Martins e Cotrim de Figueiredo voltam a Bruxelas com ordenados de luxo

Para Catarina Martins, o sonho da presidência da República não passou de uma miragem, mas João Cotrim de Figueiredo esteve muito perto de passar à segunda volta das eleições, despedindo-se da corrida em terceiro lugar. Com o fim dos planos, é tempo de retomarem a vida que deixaram em suspenso, regressando aos dias dourados de Bruxelas, que os afastam de Belém, mas garantem ordenados bem mais sumptuosos.

Para Cotrim, de 64 anos, é o regresso (não desejado) ao Parlamento Europeu, onde é, desde julho de 2024 um dos dois deputados eleitos pela Iniciativa Liberal (IL) e continuará a receber o seu ordenado mensal superior a 20 mil euros. Perdida a corrida para o mais alto cargo da Nação, Cotrim volta a assumir não só o lugar em Bruxelas, mas também o posto de vice-presidente do grupo parlamentar Renovar, onde se integram os liberais europeus, o mesmo onde conseguiu ficar com a pasta de indústria, pesquisa e energia.

Apesar de ter ficado desolado por não ter batido na contenda André Ventura, João Cotrim de Figueiredo falhou a eleição para disputar a segunda volta eleitoral para um cargo onde iria ganhar, limpos, seis mil euros mensais, de um total de 11.718, 20 euros de salário bruto, onde entre IRS e descontos para a ADSE fica reduzido a quase metade. Mantendo-se até junho de 2029 no posto de eurodeputado, Cotrim vai poder auferir, todos os meses, um ordenado bruto na casa dos 22 mil euros, que mesmo depois de sujeito aos impostos comunitários se queda pelos 20 mil euros.

Só para se perceber, em termos de remuneração, ao auferir "uma reforma dourada", como já lhe chamou num debate televisivo em tom provocatório o rival André Ventura, Cotrim ganha quase 10.500 euros de salário base, fica com 8.100 após a aplicação das deduções especiais da UE, mas a esse vencimento soma mais 4.950 euros de um subsídio mensal de despesas para gerir o seu escritório no seu círculo eleitoral, apesar das despesas todas do gabinete serem suportadas à parte pelo Parlamento de Bruxelas. A somar a esses valores, Cotrim recebe ainda 350 euros por cada dia em que se senta no hemiciclo europeu, o que, somado, dá perto de 7 mil euros e lhe garante o depósito na conta dos tais 20 mil limpos ao fim do mês, antes da aplicação dos impostos portugueses, entenda-se. Convém esclarecer que esse valor se destina a cobrir as despesas de alojamento, alimentação e outros custos enquanto estiverem em Bruxelas ou Estrasburgo. Fins de semana são sempre excluídos.

CATARINA MARTINS VOLTA PARA A BÉLGICA

Também para Catarina Martins, o fim do sonho das Presidenciais representa um regresso a Bruxelas, com uma vida igualmente privilegiada.

De acordo com a declaração de rendimentos apresentada pela eurodeputada, revelada pela 'Sábado', a ex-líder do Bloco de Esquerda declarou €59.416 de salários em apenas seis meses como deputada no Parlamento Europeu, o que dá praticamente 10 mil euros mensais, ainda assim num valor acima do que receberia se fosse eleita Presidente da República.

Além disso, na declaração (referente ao ano de 2024), Catarina indicou ainda €8.619 como funcionária do Bloco de Esquerda. Há ainda o valor de 12 mil euros, referentes ao seu espaço de comentário na SIC, que durou perto de um ano. Já no banco, tinha três depósitos a prazo, num total de 136 mil euros.

Saber mais sobre

você vai gostar de...


Subscrever Subscreva a newsletter e receba diariamente todas as noticias de forma confortável