"Há mais do que aquilo que se sabe": As razões secretas para o regresso de Meghan e Harry, a saúde do rei e a posição irredutível de William e Kate
Conforme a poeira assenta, surgem novas questões. Afinal, porque é que Harry e Meghan estão de regresso ao Reino Unido, que até aqui consideravam inseguro para criarem os filhos? Numa análise de fundo, especialista em realeza britânica traça a radiografia ao momento que a Casa Real vive e analisa as movimentações do casal, que faz tremer novamente Inglaterra.Mais de 24 horas depois do anúncio que agitou a Coroa britânica, o assunto começa a ser visto por outra lente. Ok, Meghan Markle e Harry estão de regresso ao Reino Unido, mas a questão que se impõe é: porquê. O lado sentimental continua a parecer pouco viável. Afinal, se durante o agravamento do cancro do pai, Carlos III, se contam pelos dedos das mãos as vezes em que Harry esteve em Inglaterra, um súbito rebate de consciência não se afigura como plausível.
Ao 'Daily Mail' a especialista em realeza Rebecca English fez um longo artigo, no qual é peremptória. "Há mais do que aquilo que se sabe", o que quer dizer que os Sussex não estão a contar toda a verdade sobre o que os motiva a deixar, de forma súbita, o luxo da sua vida na Califórnia para regressarem a uma terra que até há bem pouco tempo consideravam 'non grata'.
A informação foi, segundo consta, libertada pela equipa de comunicação de Meghan e Harry a meios de comunicação social específicos, na noite de quarta-feira, dia 19, e rapidamente se disseminou como um rastilho. Até aqui, o segredo havia sido a alma do negócio e o próprio rei só foi avisado no último domingo, o que já por si só soou de mau gosto. Afinal, se ainda há pouco tempo o casal havia visitado o monarca em família, pela primeira vez em quatro anos, então porque é que não aproveitou a ocasião para comunicar as suas intenções?
Mais, diz-se que nessa altura os Sussex já teriam a decisão tomada, com a atriz a visitar secretamente duas escolas para os filhos e também a casa de uma celebridade que se diz que servirá de residência à família, na privilegiada zona de Costwolds.
Em Inglaterra, as críticas ao rei já se fazem sentir. É descrito como "fraco e manipulável", alguém incapaz de se impor e teme-se que ceda aos propósitos de Harry, caso este tente uma reaproximação discreta à Coroa, mesmo que isso cause celeuma na relação com William e Kate, que tem segurado 'as pontas' de uma casa real periclitante, desde que os Sussex abandonaram a Firma, há seis anos.
Entre as teorias da conspiração, diz-se também que - apesar de ser notícia que saúde de Carlos está estável, depois de o pior já ter passado, encontrando-se a fazer quimioterapia preventiva - Harry "teria tomado a decisão de 'reforçar' a sua posição antes que fosse tarde demais", sabendo que, após a morte do pai, e com o irmão no poder, não haveria segundas oportunidades.
Esta parece ser, aliás, uma grande certeza desta história: William e Kate Middleton estão irredutíveis, não confiam em Harry e Meghan e não lhes irão estender o tapete vermelho, revelam-se incapazes de esquecer (e muito menos perdoar) tudo aquilo que ficou para trás. Mas não estão tranquilos, o regresso está a provocar uma apreensão há muito não sentida na família real britânica, com os alicerces pouco sólidos a abanarem.
No entanto, fontes asseguram ao 'Daily Mail' que, e excluindo a ligação que poderá ter com o filho em privado, a título oficial, Carlos será irredutível. "O seu único interesse é proteger e dar prioridade ao que é melhor para a monarquia e, sobretudo, ao que é melhor para a sua relação com o Príncipe de Gales."
A título de coerência narrativa, a especialista Rebecca English refere ainda uma questão curiosa, que muitos apontam como a verdadeira contradição do caso 'Megxit', agora ao contrário. Até aqui, as questões de segurança foram sempre usadas como justificação para Harry não trazer a família de visita ao Reino Unido. Temia por Meghan e pelos filhos em Londres. O que terá mudado, questiona-se? As respostas ainda são evasivas. Para já, fica só a sensação de que, seja pela falta de dinheiro, devido ao fim das parcerias milionárias nos Estados Unidos, ou qualquer outra questão, há mais, muito mais que está a escapar ao escrutínio público.