Mistério aumenta no Mónaco! Pai de primo do príncipe Alberto quebra o silêncio sobre morte do filho: "Não foi um acidente"
Antoine de Massy, de 29 anos, foi encontrado morto num jardim público. Há um homem em prisão preventiva e uma investigação ainda por esclarecer as circunstâncias da morte.O silêncio que envolvia a morte de Antoine de Massy é agora quebrado por Christian de Massy. O pai do jovem e primo do príncipe Alberto II do Mónaco, falou pela primeira vez sobre a tragédia e deixou uma declaração que levanta novas interrogações: garante que a morte do filho não foi acidental nem resultou de suicídio. Ainda assim, recusou avançar com mais pormenores, alegando que a investigação continua em curso.
"Ele era a minha vida", afirmou o barão, de 77 anos, numa entrevista ao jornal italiano 'Corriere della Sera'. Christian de Massy descreveu a relação de grande proximidade que mantinha com o único filho e recordou os 29 anos que passaram praticamente sempre juntos. "Todos os dias, durante 29 anos, estivemos sempre juntos", contou.
O pai recordou também o momento em que recebeu a notícia de que Antoine tinha morrido. Foi o sobrinho Sébastien quem lhe comunicou que já não havia esperança. A primeira reação foi de incredulidade. Christian de Massy contou que respondeu: "Mas, se ele está desaparecido, vamos procurá-lo." Só depois conseguiu aceitar que o filho tinha morrido.
Antoine foi encontrado sem vida a 25 de outubro, numa zona ajardinada junto ao boulevard du Larvotto, no Mónaco. A família tinha dado o alerta depois de o jovem não aparecer para um almoço familiar. As primeiras informações apontam para uma queda de cerca de 13 metros, mas as circunstâncias em que aconteceu continuam sob investigação.
O caso levou à detenção de um homem de 42 anos, de nacionalidade ucraniana e residente no principado. A 28 de outubro, foi formalmente acusado de homicídio involuntário e de omissão de auxílio a uma pessoa em perigo, tendo ficado em prisão preventiva. Segundo as autoridades, os factos que lhe são imputados poderão ter ocorrido em momentos diferentes. O homem contestou as acusações durante o interrogatório policial e não quis responder às perguntas do juiz de instrução.
A investigação pretende agora reconstituir os acontecimentos que antecederam a queda de Antoine. O procurador-geral do Mónaco, Stéphane Thibault, explicou que será necessário apurar a sequência exata dos factos, através de interrogatórios e de análises técnicas. A vítima era neto da princesa Antoinette, irmã mais velha do príncipe Rainier III.