Infanta Elena relegada para segundo plano: Felipe VI reduz papel da irmã ao mínimo
A presença pública da infanta diminuiu de forma significativa nos últimos anos. No entanto, não foi por vontade própria. Estaremos perante uma vingança?O progressivo desaparecimento da infanta Elena da agenda oficial da Casa Real espanhola é uma realidade. No entanto, tudo indica que essa mudança não partiu da filha mais velha dos reis eméritos Juan Carlos I e Sofia. Pelo contrário, a infanta sempre demonstrou gosto em representar a instituição, mas viu o seu papel institucional ser drasticamente reduzido por decisão de Felipe VI.
Desde que subiu ao trono, o atual monarca optou por reduzir o número de membros da família com funções institucionais, concentrando a representação da Coroa num núcleo mais restrito. À revista 'Semana', a especialista em protocolo María José Gómez y Verdú explicou que esta mudança foi deliberada. Se, durante o reinado de Juan Carlos I, vários membros da família real desempenhavam funções de representação, atualmente a agenda oficial está praticamente centrada no próprio Felipe VI, na rainha Letizia e na princesa das Astúrias, Leonor.
Segundo esta especialista em protocolo, a redução do papel da infanta Elena faz parte de uma estratégia deliberada de Felipe VI para proteger a imagem da Coroa. Mas o que significa isso, na prática? Ao restringir o número de membros da família real com funções institucionais, o monarca reduz também a possibilidade de surgirem polémicas ou escândalos capazes de afetar a reputação da instituição. Quanto menor for o círculo de representação oficial, mais fácil é controlar a comunicação e preservar a imagem da Casa Real.
"As infantas costumavam ter uma agenda institucional fixa, mas Felipe VI redefiniu a monarquia", sublinha María José Gómez y Verdú. A especialista rejeita ainda a ideia de que o afastamento da infanta Elena esteja relacionado com a sua relação de proximidade — amplamente debatida na esfera pública — com o pai, o rei emérito Juan Carlos I.