Uma dor que o tempo não apaga: tudo sobre a tragédia que ceifou a vida de Angélico Vieira
Acidente ocorreu a 240 Km/hora e deixou marcas e estilhaços espalhados ao longo de 320 metros na estrada. Foi há 15 anos.Faleceu a 28 de junho de 2011 no hospital de São João, no Porto, três dias depois de o carro que conduzia se ter despistado na A1. Angélico Vieira, um dos elementos da boysband 'D'Zrt' viajava do Porto para Lisboa na madrugada de 25 de junho de 2011, onde apresentaria pela primeira vez o single "O Quanto Gosto de Ti", mas já não voltaria a cantar.
Angélico conduzia a 240 km/hora quando o piso do pneu esquerdo traseiro rebentou por sobreaquecimento. O cantor travou a fundo e guinou, manobra que o fez perder ainda mais o controlo da viatura. A GNR encontrou vestígios do acidente espalhados por… 320 metros na autoestrada.
Angélico Vieira, então com 28 anos, e os seus três companheiros, viajavam a 240 quilómetros/hora na A1 quando a banda de rolamento do pneu esquerdo traseiro, tipo Run Flat, da marca Pirelli, que equipava o BMW 635d, se soltou das ligas metálicas devido a sobreaquecimento. O cantor assustou-se com o rebentamento, travou a fundo e guinou bruscamente o volante deixando cerca de 200 metros de marcas no asfalto da autoestrada.
Com o carro completamente descontrolado saiu da via, embateu no separador metálico do lado direito, galgou o talude e voltou à estrada em capotamento. A viatura deu várias cambalhotas até ficar imobilizada sobre a via a 320 metros do local onde Angélico começou a travar o BMW. Estes são alguns dos dados recolhidos e analisados pela GNR e a que a FLASH! teve acesso em 2011.
Ao contrário do que afirmou Hugo Miguel Mendonça Pinto, 20 anos, o único ocupante que saiu ileso do acidente ocorrido na madrugada de 25 de junho daquele ano, ao quilómetro 258 na autoestrada número 1, nas imediações de Estarreja, o cantor Angélico Vieira nunca teve a preocupação de viajar de noite para poder conduzir “sem pressas”. A FLASH! apurou, e o relatório final da GNR e do Ministério Público provou-o, o malogrado artista e os seus companheiros viajavam a 240 km/hora no BMW série 6 cabriolet emprestado a Angélico por Augusto Fernandes, o dono do stand Auguscar, na Póvoa de Varzim.
O cantor seguia acompanhado dos amigos Hélio Filipe, Armanda Leite e Hugo Pinto. Angélico foi encontrado pelos bombeiros inconsciente e encarcerado no carro com traumatismos cranianos, Armanda estava caída no chão, e o cadáver de Hélio foi projectado a cerca de 50 metros depois de ter sido colhido por um outro carro. Hugo sofreu apenas ferimentos ligeiros. Os pais de Angélico, Filomena e Milton, acabaram condenados a pagar uma indemnização de 1,5 milhões a Amanda que, aos 17 anos, ficou tetraplégica.