Cristina Ferreira está no centro de uma tempestade mediática que não dá sinais de abrandar. O caso, que dominou as redes sociais nas últimas 24 horas, remonta à manhã de terça-feira, 14 de abril, durante a rubrica 'Crónica Criminal'. Ao debater o caso da alegada violação de uma jovem de 16 por quatro 'influencers', a apresentadora questionou a dificuldade de interromper o ato num contexto de grupo: "Mesmo que ela tenha dito para parar, quando são quatro que estão naquela adrenalina de estar a fazer sexo com uma rapariga, alguém ouve – claro que têm de ouvir –, alguém entende aquele: 'não quero mais?'".
As palavras caíram que nem uma bomba. A onda de indignação foi imediata, resultando num coro de críticas e dezenas de queixas formais apresentadas à ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social). Perante o silêncio da apresentadora, foi a TVI que, ao final da noite desta quarta-feira, 15 de abril, decidiu dar a cara pela sua "estrela maior".
Em comunicado enviado às redações, o canal manifestou o seu profundo desagrado com a interpretação dada às palavras de Cristina, lamentando o que descrevem como uma "descontextualização e manipulação grosseira". A estação garante que nem o canal, nem a apresentadora, alguma vez concordariam com a "banalização de um qualquer crime".
"Violações ou sexo sem consentimento só podem ser objeto de repulsa e de condenação", reforça a TVI.
Para Queluz de Baixo, as declarações de Cristina Ferreira não foram uma opinião, mas sim "uma pergunta formulada no exercício das suas funções", com o intuito de permitir aos comentadores expressarem o seu repúdio. A estação sublinha que "a pergunta aconteceu, o comentário não", demarcando-se de qualquer tentativa de desvalorizar a gravidade do crime de violação.
Mas a defesa não se fica pelo esclarecimento. A TVI promete agora "mão pesada" contra quem atacou a apresentadora no mundo digital, afirmando que a "ofensa gratuita e leviana" não ficará impune. "Os tribunais a quem se recorrerá tratarão de repor a justiça", remata o comunicado.