Depois de cinco semanas de julgamento, chegou a altura de Lindsay Clancy ficar à espera. O júri que está a decidir o seu destino terminou o segundo dia de deliberações sem chegar a um veredicto e só voltará ao tribunal na próxima segunda-feira.
Durante três anos, Patrick Clancy foi sobretudo conhecido como o pai que regressou a casa e encontrou os três filhos mortos. Agora, enquanto prossegue o julgamento de Lindsay Clancy, as atenções viram-se (também) para ele. A cronologia daquela tarde e, sobretudo, a forma como refez a vida depois da tragédia estão a alimentar perguntas e teorias nas redes sociais.
Mais de 15 anos depois da morte de Carlos Castro, continuam a surgir novos detalhes sobre o crime que chocou Portugal. David Touger, advogado que defendeu Renato Seabra no julgamento, revela agora detalhe surpreendente.
Ataque psicótico, alucinações e um quadro psiquiátrico grave. Ao longo do processo, vários especialistas encontraram sinais que apontavam para uma perturbação mental séria em Renato Seabra. Ainda assim, o jovem foi considerado imputável pelo homicídio de Carlos Castro e acabou condenado. Quinze anos depois, a discussão sobre o seu estado mental está longe de estar encerrada.
Em 2023, Lindsay Clancy matou os três filhos menores e tentou de seguida pôr termo à vida. Ficou paralisada da cintura para baixo e o julgamento, que entretanto começou nos Estados Unidos, chamou a atenção para o estado psicológico desta mulher, meses antes do crime, naquilo que a defesa chama de psicose pós-parto. Deve passar o resto da vida na prisão ou processar o que aconteceu num centro psiquiátrico? O caso lançou um imenso debate público e as figuras públicas portuguesas juntaram-se ao coro que se posiciona ora contra ora a favor de Lindsay, que aguarda pelo veredicto do júri. Entenda a polémica.