Filhos continuam à espera da mãe! Operação policial reacende as esperanças de encontrar mulher que desapareceu após viagem à Índia
Já passaram sete anos desde que Lisa Wiese, de 30 anos, nunca mais foi vista. Ainda enviou uma derradeira mensagem aos filhos... e depois disso o silêncio absoluto.O mês de março de 2019 ficou marcado para sempre na memória da família de Lisa Wiese, uma alemã de 30 anos, de quem não se sabe o paradeiro ou o que lhe terá acontecido após ter enviado uma derradeira mensagem aos filhos, agora com 11 e 12 anos, que havia deixado na Alemanha enquanto ela embarcava numa viagem à Índia, mais propriamente ao estado de Kerala, no sul do país.
"A mamã adora-vos e sente muitas saudades... são os meus melhores amigos e as minhas pessoas favoritas no mundo", escreveu num e-mail antes de deixar de dar notícias. Dois dias depois, a sua conta do Gmail foi desativada e eliminada. Apesar de um alerta da Interpol, mais ninguém teve notícias dela.
A família de Lisa, que fez essa mesma viagem como membro de um movimento religioso, vive agora a esperança de saber mais informações sobre o que lhe terá acontecido - e quem sabe até voltar a reecontrá-la - após uma mega operação policial realizada em abril na sede britânica da Religião Ahmadi da Paz e da Luz (AROPL), em Crewe, no Reino Unido conforme avança o jornal 'The Gardian'.
Como resultado dessa operação, que envolveu 500 agentes da polícia, foram detidas 12 pessoas por suspeita de escravatura moderna, tráfico humano e violação. Embora esta investigação, denominada 'Operação Decker', não tenha oficialmente qualquer ligação ao desaparecimento de Lisa Wiese, a família acredita que se possa chegar até ela já que pertencia à seita que está sob investigação.
A AROPL é um movimento que combina teologia islâmica e teorias da conspiração, como as dos Illuminati. "A Lisa tinha um coração de ouro. Preocupava-se profundamente em ajudar os mais vulneráveis", recorda o ex-marido, que se mudou para os Estados Unidos após a separação, em 2017.