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Lágrimas atrás das câmaras: Sara Carbonero recorda o machismo e a crueldade que sofreu no Mundial da paixão

A atravessar a fase mais dolorosa da sua vida após a morte da mãe, Sara Carbonero recordou o trauma e o machismo vivido nos bastidores do Mundial de 2010, confessando o seu desespero: "Não sei como aguentei aqueles 40 dias".
Por Hélder Ramalho | 04 de julho de 2026 às 18:21
Sara Carbonero Flash
Iker Casillas e Sara Carbonero Foto: DR
Sara Carbonero Foto: Instagram
Iker Casillas e Sara Carbonero Foto: Cofina Media
Sara Carbonero Foto: Instagram

O ano de 2026 está a ser um autêntico teste de fogo à resistência de Sara Carbonero. Aos 42 anos, a jornalista espanhola enfrenta o verão mais cinzento da sua vida: depois de um susto de saúde que a levou ao bloco operatório no início do ano, chora agora a morte da mãe, Goyi Arévalo. Conhecida pela sua força, a ex-mulher de Iker Casillas recusa ir abaixo e agarra-se, mais do que nunca, à saúde mental, uma batalha que começou muito antes deste luto trágico.

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Para o grande público, o Mundial da África do Sul, em 2010, foi o cenário de um conto de fadas que culminou com o beijo mais famoso da história da televisão – a Iker Casillas. Mas os bastidores esconderam um pesadelo. Numa retrospetiva recuperada pela revista espanhola 'Lecturas', Sara desabafou o trauma e a solidão de uma jovem repórter deitada aos lobos, confessando mesmo: "Não sei como aguentei esses 40 dias na África do Sul, na verdade".

Na altura, bastou uma derrota da Seleção espanhola para ser transformada no bode expiatório perfeito, gerando uma onda de machismo sem precedentes. Enquanto se abriam debates televisivos sobre a sua competência, Sara tentava apenas sobreviver ao escrutínio. "Eu só estava ali, a um canto, com um casaco de penas e gelada, porque lá era inverno, a fazer o meu trabalho", recordou a comunicadora, citada pela 'Lecturas', lamentando a forma como foi injustamente crucificada.

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A humilhação pública e a "troça" constante deixaram marcas profundas que a acompanham até hoje. Numa era em que o ódio online se propaga com facilidade, a antiga apresentadora da Telecinco assume que a violência verbal que sofreu lhe passou uma fatura demasiado pesada, até porque, como admite com fragilidade, na altura "também não me soube defender". Hoje, enquanto foca as suas energias na recuperação física e emocional, a espanhola olha para o passado e percebe o custo alto da crueldade mediática a que foi sujeita.

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