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Controvérsia

Magreza de Demi Moore em Cannes reacende o debate: como regressámos aos padrões de corpos emaciados dos anos 90?

O fenómeno das injeções de perda de peso deixou de ser um luxo exclusivo das celebridades de Hollywood e a moda parece agora ditar os novos padrões de beleza da sociedade, depois de tantos anos de movimentos de aceitação do corpo e da importância da diversidade de silhuetas.
Por Joana Guterres | 15 de maio de 2026 às 13:11
Demi Moore em Cannes Foto: Getty Images
Demi Moore Foto: Getty Images

Nos últimos tempos, a sociedade parece ter esquecido os movimentos de aceitação do corpo e da importância da diversidade de silhuetas, pelos quais as mulheres tanto lutaram no último quarto de século. Parte da responsabilidade tem sido atribuída às famosas injeções de perda de peso, como o Ozempic, o Mounjaro ou o Wegovy, que começaram por ser uma "moda" entre celebridades de Hollywood.

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Oprah Winfrey, Kelly Clarkson, Kathy Bates, Amy Schumer, Whoopi Goldberg, Chrissy Teigen, Vanessa Williams, Rosie O'Donnell, Serena Williams, Meghan Trainor , estão entre as celebridades que já admitiram usar ou ter usado essas substâncias para perder muito peso... sem falar das que nunca o assumiram publicamente.

Kelly Osbourne e a mãe, Sharon Osbourne, no dia 28 de fevereiro nos BRIT Awards Foto: Getty Images

Contudo, nos últimos tempos a moda 'pegou' e as injeções "milagrosas" já se tornaram uma prática comum entre o público geral, até mesmo em Portugal.

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O problema é que, claramente, nem todas as pessoas parecem conseguir parar ao atingir o seu peso ideal e saudável, consoante a sua estatura. Prova disso são as várias famosas que têm surgido virtualmente emaciadas nas passadeira vermelhas dos mais recentes eventos e festas, como é o caso da atriz Demi Moore, de 63 anos, cujas fotos em vários eventos do Festival de Cannes têm dado que falar pelos piores motivos.

Demi Moore Foto: Getty Images

Não deixa de ser curiosa esta 'regressão' quando, ainda há pouco tempo, o chamado 'heroin chic' dos anos 90 era profundamente criticado. A década ficou marcada pela ascensão das supermodelos extremamente magras, como Kate Moss, e por uma cultura pop que associava corpos muito esguios a glamour, sucesso e atratividade, na figura de famosas como Courteney Cox, Victoria Beckham, Calista Flockhart, Paris Hilton ou Nicole Richie.

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Kate Moss Foto: Flash

Revistas, passerelles, séries e videoclipes reforçavam continuamente a ideia de que a magreza extrema era inspiracional, enquanto que corpos com curvas raramente tinham representação positiva na moda ou no entretenimento. A atriz Kate Winslet era constantemente acusada pela imprensa de ser "rechonchuda" durante os tempos do 'Titanic', tal como muitos outros nomes conhecidos, como Renee Zellweger, Jessica Simpson ou Christina Aguilera.

Kate Winslet em 'Titanic' Foto: Flash
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Esta nova tendência também estará relacionada, obviamente, com as constantes pressões das redes sociais e a cultura 'wellness'.

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