Durante mais de uma década, Sarah Kellen esteve no centro de um dos escândalos sexuais mais mediáticos dos últimos anos. Agora, a antiga assistente pessoal de Jeffrey Epstein estará a ponderar quebrar o silêncio e revelar tudo o que sabe sobre o falecido milionário e a rede que o rodeava.
Segundo avança o 'RadarOnline', Kellen, que trabalhou com Epstein entre 2001 e 2016, poderá estar a considerar divulgar detalhes explosivos sobre os bastidores do caso que chocou o mundo. No entanto, fontes próximas garantem que a mulher está dividida. Por um lado, possui informações potencialmente bombásticas, por outro, teme que ao divulgar tudo o que sabe lhe possa retirar a proteção das autoridades.
“Um dia, ela poderá escrever um livro revelador, produzir um documentário para uma plataforma como a Netflix ou dar uma entrevista exclusiva na televisão”, revelou uma fonte à referida publicação. “No entanto, a informação que possui é o seu principal trunfo para tentar sair da prisão, caso venha a ser condenada. Para ela, poderá ser mais vantajoso manter esse conhecimento em reserva, caso venha a precisar dele para garantir a liberdade.”
Descrita por vários meios de comunicação norte-americanos como uma das figuras mais próximas de Epstein, Sarah Kellen terá trabalhado em estreita colaboração com Ghislaine Maxwell, a ex-socialite britânica que atualmente cumpre uma pena de 20 anos de prisão por tráfico sexual de mulheres e menores para o magnata financeiro.
Ao longo dos anos, Kellen foi apontada por várias alegadas vítimas como uma peça importante na estrutura montada por Epstein. Apesar disso, nunca chegou a ser formalmente acusada nos processos mais mediáticos relacionados com o caso, tendo sido identificada apenas como co-conspiradora não acusada no processo que levou Epstein a aceitar um controverso acordo judicial na Florida, em 2008.
Segundo a mesma fonte, as revelações que Kellen poderá fazer têm potencial para abalar ainda mais um dos maiores escândalos criminais das últimas décadas. "Ela tem muito para dizer, para defender a sua posição. O que ela sabe chocaria o mundo", garantiu. "Ela teve um lugar na primeira fila para assistir à devassidão. Mas o valor da liberdade não tem preço", acrescentou a fonte.
Nos últimos anos, Sarah Kellen tem procurado apresentar-se como mais uma vítima da influência de Jeffrey Epstein. Em maio deste ano, durante um depoimento perante uma comissão de supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, afirmou ter sido manipulada e controlada pelo antigo patrão. "Fiquei presa no mundo de Jeffrey Epstein. Ele preparou-me, abusou de mim sexual e psicologicamente, controlou-me, manipulou-me, dominou-me e confundiu-me até eu já não conseguir distinguir quais os pensamentos que eram meus e quais eram dele", declarou.