José Wallenstein perde segundo filho
Filipa Galante abriu processo em tribunal para libertar Wallenstein de responsabilidades. “Não posso obrigar o Zé a ser pai”, dispara.
Depois de há 30 anos o ator José Wallenstein ter perdido um filho que nasceu com Trissomia XXI e que faleceu cinco meses depois, agora, o corrupto inspetor Joaquim Fernandes de 'Ouro Verde', a novela da TVI líder de audiências, prepara-se para, em tribunal, abdicar de todas as responsabilidades parentais de um bebé de dois anos e meio.
Em breve, José Wallenstein terá de dizer ao tribunal que decidiu abdicar da responsabilidade de ser pai de António Franco Galante Wallenstein, de dois anos e meio, fruto da relação que teve durante 3 anos com a arquiteta e consultora Filipa Galante, de 40 anos.
Em exclusivo ao site FLASH!, Filipa Galante assume a coragem de, antes do Natal, ter ido ao tribunal de Torres Vedras para libertar o pai do filho de quaisquer responsabilidades parentais. "Respeitando as decisões do Zé [José Wallenstein], fui ao tribunal e dei entrada de um processo de pedido de guarda total do António, no sentido de dar o direito ao Zé de renunciar às suas responsabilidades parentais", adianta a mãe do menino.
"Não posso obrigar o Zé a ser pai", dispara Filipa Galante, antes de explicar os contornos do caso e ainda como encara, com racionalidade, esta situação: "O Zé nunca me disse para fazer um aborto. O que sempre me disse é que não tinha vontade de voltar a ser pai. Mas deixou claro que respeitava a minha decisão. Sempre tivemos uma relação de alguma cumplicidade e amizade".
Filipa Galante, que já era mãe de uma menina, confessa que, quando engravidou de António, teve "a oportunidade de decidir se queria ou não ter o filho, levando a gravidez para a frente" e reconhece que o ator José Wallenstein a apoiou na decisão: "Ele deu o nome ao António, assumiu a paternidade. O António tem um pai. Mas se manifesta a intenção de não assumir a responsabilidade – que é diferente de assumir a parentalidade –, então tenho que aceitar".
Ao contrário do que a maioria das mulheres, que se separam ou divorciam, exigem aos ex-companheiros quando ficam com a guarda dos filhos, Filipa Galante assegura que só quer libertar o pai do filho de quaisquer responsabilidades. "A opção dele é a de não assumir as responsabilidades, daquelas que as mulheres normalmente pedem no tribunal, que os pais estejam presentes de 15 em 15 dias, de pagar X de pensão por mês. Ele não manifestou interesse em assumir isso. Nunca se falou em valores, tivemos inclusive uma situação complicada pontual, em que depois o Zé teve que assumir a responsabilidade. Foi chato, mas resolvemos aquilo os dois", relata.
Num quadro mental aberto e pouco usual, Filipa Galante exprime os seus argumentos em defesa da liberdade de escolha do ex-companheiro e pai do filho. "Há quem defenda que as mulheres têm que pedir e exigir as responsabilidades aos pais. Eu já fiz várias vezes o exercício e não consigo sentir a vida dessa forma. Acho que também é preciso ter respeito pela opinião do homem. Acima de tudo pela vida da pessoa. A pessoa é que sabe se quer participar. O homem, neste caso é que tem de decidir se quer participar, ou não, no crescimento e desenvolvimento do seu filho", sintetiza
FILHO NÃO É PRIORIDADE
A arquiteta e consultora vai ainda mais longe e declara haver, apesar de tudo, "uma ligação pontual do Zé com o filho, desde que tenha disponibilidade. Ele foi muito claro comigo e só tenho que o respeitar. Não o posso obrigar a ser pai. Ou um pai muito presente. Se a pessoa não sente essa vontade, não o posso obrigar", reconhece.
"O Zé tem consciência de que tem um filho. E quando está com o António é um pai muito interventivo. Faz um trabalho bom com o António, quando está com ele. É interventivo e estimula-o e fala com ele. O Zé é bom pai", garante-nos.
Filipa descreve, contudo, o reverso da medalha: "O Zé depois tem as suas prioridades de vida e, muito provavelmente, o António não passa por elas. Tento fomentar o melhor relacionamento entre os dois. O Zé vai buscar o António quando pode, quando dá, dá, quando não dá, não dá. Não forço nada. Não podemos pedir aos outros mais do que aquilo que eles podem dar. Se daqui a cinco anos o Zé mudar de ideias, de certeza que o António o receberá bem", remata.
Recorde-se que José Wallenstein já tem uma filha, Laura, de 5 anos, fruto do anterior casamento com Clara Portela. Já Filipa é mãe de Beatriz, de 12 anos.