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A indignação de Catarina Furtado: "Sou uma privilegiada, resultado de uma vida de trabalho... Mas não herdei nada"

A apresentadora não esconde a revolta perante a resposta dada aos protestos em Lisboa e no Porto e alerta para o risco de se perderem direitos que julgava garantidos. Numa mensagem contundente, Catarina Furtado pede que se deixe de lado a disputa entre Esquerda e Direita e faz apelo a António José Seguro.
25 de outubro de 2026 às 19:46
Catarina Furtado terá uma relação amorosa com o músico Carlão Foto: Flash
Catarina Furtado recorda perda difícil de um 'irmão' Foto: Flash
Catarina Furtado Foto: Flash
Catarina Furtado alerta para burla com uso da sua imagem Foto: Foto: Direitos Reservados
Catarina Furtado celebra aniversário com família e amigos Foto: Flash

"Está por um fio. E é esse fio que nós não podemos deixar romper!" É com este aviso que Catarina Furtado inicia uma reflexão sobre a situação do país, numa publicação partilhada no Instagram que revela a sua preocupação com a liberdade e o futuro da democracia.

A apresentadora acompanha a mensagem com uma fotografia onde surge uma frase atribuída a Umberto Eco: "Quando o fascismo voltar, ele não dirá: 'Eu sou o fascismo'. Ele dirá: 'Eu sou a liberdade'". Uma citação que serve de ponto de partida para um texto marcado pela indignação perante os acontecimentos da última madrugada.

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Catarina Furtado começa por reconhecer que a luta pelo direito à habitação não a afeta diretamente. "Sou uma privilegiada, resultado de uma vida de trabalho num meio onde se ganha muito acima da média. Mas não herdei nada", admite, acrescentando que os filhos também partem de uma posição favorável. Essa realidade, porém, não a afasta das causas que considera fundamentais. "Mas sempre lutei pelos direitos humanos das pessoas, sobretudo raparigas e mulheres que são diariamente assaltadas de muitas e diferentes formas", escreve.

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A liberdade e a democracia, explica, fizeram sempre parte da sua educação. Filha de um jornalista e de uma professora do ensino especial, cresceu num ambiente em que estes valores eram discutidos e defendidos dentro de casa. "A liberdade e a democracia tinham lugar à mesa. A família fazia-lhes verdadeiras serenatas e vénias", recorda. Catarina Furtado admite que, apesar de se considerar uma otimista informada, nunca pensou que o país pudesse chegar ao ponto que descreve. A sua crítica dirige-se à resposta dada às manifestações, que considera pacíficas, embora reconheça que possam existir pessoas que não cumprem as regras.

"Manifestações pacíficas (com oportunistas não cumpridores pelo meio, porque fazem parte da sociedade) e uma ordem do Governo para BATER, MAGOAR, PRENDER (pessoas de todas as idades)!", escreve, deixando clara a sua indignação perante aquilo que considera ter acontecido durante a madrugada.

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A apresentadora explica ainda que sempre procurou agir com sensatez e criar pontes, mesmo quando essa postura foi confundida com uma preocupação excessiva em ser politicamente correta. Agora, deixa um aviso a quem participa nas manifestações: é importante conhecer os limites legais e respeitá-los, para que não possam ser usados como justificação para uma atuação que considera injusta.

A tristeza que sente pelo país é acompanhada por uma preocupação com as forças de segurança. Catarina Furtado reconhece que os seus elementos cumprem ordens e admite que alguns poderão até partilhar as reivindicações de quem está na rua. "Estou triste pelo meu país", confessa, apontando também para o aumento dos preços das casas e das rendas. E, no final da publicação, dirige-se diretamente ao Presidente da República, num apelo que procura afastar qualquer divisão partidária.

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"Sr. Presidente! Precisamos de uma Democracia SEGURA. Não estou a falar de Esquerda nem de Direita, precisamos de um movimento coordenado de 'uma pessoa por todas e todas por uma'!", conclui.

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