Gabriela Pinheiro dá conselhos de estilo para este Natal
A FLASH! desafiou a stylist a criar três looks para usar na quadra natalícia.
Gabriela Pinheiro, consultora de imagem, editora de moda e stylist de várias figuras públicas, acaba de lançar 'O Meu Livro de Estilo'. A FLASH! desafiou-a a criar três looks para usar na quadra natalícia. Escolhas feitas, ficamos à conversa com esta especialista em moda tendo por cenário a Loja das Meias da Avenida da Liberdade, em Lisboa.
O que a levou a conjugar um casacão encarnado com uma túnica branca mais descontraída?
A túnica/vestido é uma peça que se adapta bem a qualquer ocasião e é muito fácil de usar. Gosto muito de peças versáteis e fáceis. Quando falo em ‘fácil’ é vestir uma peça e ficarmos prontas. Esta túnica, por exemplo, dá para usar tanto de dia como à noite. Já o casaco, tem aquele encarnado Dior que dá ânimo a qualquer mulher.
Segue-se o look da saia plissada conjugada com a t-shirt e o biker jacket em pele.
Escolhi o plissado por ser uma tendência. Neste caso, escolhi uma saia em seda com estampado, uma t-shirt com laço, para lhe dar mais sofisticação já que estamos a falar de uma época como o Natal, e o biker em pele que compõe o visual e faz aquilo que gosto, ou seja, combinar tecidos e materiais improváveis. Gosto da mistura de tecidos leves com alguns mais encorpados.
Por fim, um visual ainda mais sofisticado com um vestido azul celeste.
Esta é uma peça verdadeiramente tendência com os ombros em balão e, admito, não é nada fácil de ser usado. Mas quando se usa um vestido destes, conseguimos passar a mensagem de que estamos a par das últimas tendências. Neste caso, já não é preciso preocuparmo-nos demasiado com os acessórios. Podemos ir a um cocktail, um jantar mais formal ou uma saída de noite, pois é muito sofisticado e tem como uma das maiores vantagens não marcar as curvas do corpo ainda que não seja uma peça larga.
Embora tenha escolhido marcas caras, é possível recriar estes visuais com peças mais acessíveis?
Claro que sim. No meu livro, por exemplo, falo muito de como se pode e deve fazer compras inteligentes. Há investimentos que valem a pena ser feitos, isto é, devemos gastar dinheiro em boas peças básicas pois são essas que vão durar mais anos e vão ser usadas muitas, muitas vezes. Já com as peças tendência, e para quem não pode gastar tanto, há opções várias. Explico como com um orçamento baixo é possível estar completamente na moda. Hoje, a moda está mais democrática e acessível aos bolsos dos portugueses.
Ainda se compra peças para estrear e usar especificamente para esta quadra mais festiva?
Completamente. Muitas pessoas aproveitam esta quadra como desculpa para fazerem mais compras e se premiarem e investirem um pouco mais em roupa. Depois, como há mais festas nesta altura do ano compram-se peças mais sofisticadas que depois poderão ser usadas no dia-a-dia misturadas com peças básicas.
Imaginando que alguém segue as suas sugestões e adquire estes visuais. É possível usá-los sem ser em ocasiões de festa? Fazer uma mistura com peças ‘low cost’?
Os visuais podem e devem ser desconstruídos. Partindo do casaco vermelho como exemplo: o meu conselho é apostar-se numa boa peça e depois usá-la com peças mais básicas. Neste caso, uns jeans e uma camisa branca de seda ou um tank de algodão ficava perfeito. Depois a túnica vestido se for usada com um casaco mais básico ou até de ganga poderia dar um look muito giro. Durante o dia usamos com uns ténis e à noite trocamos os sapatos e estamos prontas para ir jantar fora. São estas peças que nos ajudam a criar looks que vão evoluindo conforme a hora do dia e até a ocasião.
Comprar peças sem pensar na sua versatilidade, são de evitar?
O mais possível. Sou acérrima defensora das compras inteligentes e condeno as compras impulsivas. Antes de sair de casa com o objetivo de ir às compras é preciso saber o que nos faz verdadeiramente falta e fazer uma pesquisa on-line para saber onde é que se pode encontrar o quê. Só podemos entrar numa ou noutra extravagância depois de termos assegurado a aquisição daquilo de que precisamos verdadeiramente.
É importante fazer vistorias regulares ao nosso closet?
Muito importante. É fundamental fazer reciclagens e arrumações frequentes. Há coisas que estão só a fazer volume e barulho visual. Para quê ter à mão peças que já não usamos há anos? Estas arrumações são fundamentais para nos facilitar a tarefa de perceber o que é supérfluo e o que nos faz falta.
Há quem ofereça roupa no Natal. É uma boa opção?
Acho que é um grande risco. Só quando conhecemos muito bem a outra pessoa é que podemos aventurar a comprar roupa e mesmo assim a melhor opção é a oferta de um cheque prenda. Isto evita constrangimentos ou trocas.
Como é que se decidiu a escrever um livro sobre estilo?
A ideia surgiu com as muitas dúvidas e pedidos de ajuda que me vinham ter às mãos através da minha página oficial. Fui compilando essas dúvidas e de repente surgiu um convite da editora para fazer um manual de styling. Aceitei o desafio e tenho a certeza que este livro vai ajudar algumas pessoas a resolverem algumas questões nesta área. Tenho tido um excelente feedback e já houve inclusivamente algumas pessoas que me disseram que já mudei a vida delas para melhor com pequenos e simples conselhos. Isso é tão bom.
Há quantos anos trabalha em moda?
Há mais de 20. Comecei muito novinha e ainda como modelo, mas rapidamente percebi que o que gostava mesmo era estar atrás das câmeras. Felizmente fui-me cruzando com pessoas que me ajudaram a progredir na carreira e foram-me aparecendo desafios muito, muito interessantes. Tenho a sorte de ter como clientes um lote de pessoas que entretanto se tornaram minhas amigas. Gosto muito do que faço e preciso muito das duas áreas: o styling e o personal styling. São duas coisas distintas, enquanto o styling é criar uma imagem e temos o controlo total daquela imagem, no personal styling isso já não acontece. A pessoa com quem trabalhamos tem vida própria, tem a sua personalidade e há que compreender que quando sai das nossas mãos o nosso trabalho deixa de ser controlado por nós.
Vê-se como a ‘stylist das estrelas’?
Não me incomodo nada quando dizem isso de mim porque cada uma das minhas clientes são, de facto, estrelas.
Para além da Cláudia Vieira, quem mais recorre aos seus serviços?
Tenho a sorte de trabalhar com mulheres com as quais me identifico muito e por isso acabamos por ficar amigas como acontece também com a Diana Chaves.