Sem paciência! Tânia Laranjo irrita-se com seguidores que lhe enviam denúncias para investigar
Conhecida por não ter filtros, a jornalista da CMTV deixou clara a sua posição sobre as mensagens diárias que recebe de seguidores das redes sociais, referindo a sua saúde mental.Ao longo de quase duas décadas na CMTV, Tânia Laranjo tornou-se num dos rostos mais reconhecidos do jornalismo de investigação criminal em Portugal, acompanhando de perto alguns dos casos de polícia que mais marcaram o País.
Conhecida pela sua garra, persistência e proximidade às fontes, a jornalista passou também a ser vista por muitos portugueses como uma das principais figuras a quem recorrer para denunciar situações suspeitas, injustiças ou alegados crimes.
No entanto, Tânia Laranjo deixou agora claro que sente algum incómodo com a quantidade de mensagens e denúncias que recebe numa base diária.
"Eu sou jornalista. Não sou PJ, agente infiltrada, escuta telefónica nem caçadora de conspirações em part-time. Mensagens tipo “investigue o fulano X” ajudam pouco. Jornalismo precisa de casos concretos, documentos, datas, provas e factos. “Toda a gente sabe” não conta", começou por escrever nas redes sociais.
"Também não vale a pena mandar mensagens às 23h de sábado ou às 7h de domingo seguidas de “tem medo?” ou “não responde porquê?”. Trabalho muito, mas também descanso, durmo e, ocasionalmente, tento ter vida. Outro ponto importante: eu não tenho o número de telefone de toda a gente em Portugal. Se eu não enviar o contacto do presidente da câmara, do ministro ou do primo do vereador, não significa automaticamente que “estou feita com eles”", continuou.
Ainda assim, a jornalista reconhece que é importante que o público continue a denunciar casos com pouca visibilidade... mas com peso e medida, e acima, de tudo, factos.
"Apesar de tudo, esta continua a ser uma ferramenta muito importante. Muitas histórias começam aqui. Continuem a denunciar, a enviar informação e documentos. Só peço: menos teorias mirabolantes e mais factos verificáveis. Facilita bastante o jornalismo — e a saúde mental da jornalista. No caso, da minha", rematou.