José Pedro, 34 anos de idade, eletricista e ex-jogador de futsal, era visto na aldeia de Paço, em São Bartolomeu dos Galegos, concelho da Lourinhã, como um homem tranquilo e reservado. Em declarações à TV Guia, um vizinho descreveu o homicida confesso de Maria Custódia Amaral, filha da atriz Delfina Cruz: “Dizia ‘bom dia’ ou ‘boa tarde’, ia ao café da associação, passava na mercearia e pouco mais. Até deu 20 euros para as festas de São Brás. Era um indivíduo pacato”.
Nos dias que antecederam o desaparecimento de Maria Amaral, José Pedro deixou de sair para trabalhar e afastou-se da namorada, levantando suspeitas entre os moradores. Detido a 31 de janeiro pela Polícia Judiciária, acabou por confessar a autoria do crime e indicar o local onde a agente imobiliária foi enterrada, na Lagoa de Óbidos, perto da Poça Pequena. O corpo foi retirado pelos Bombeiros das Caldas da Rainha, já em avançado estado de decomposição, enterrado quase à superfície, coberto de areia e vegetação.
A notícia deixou a comunidade local em choque. Em A dos Francos, aldeia natal de José Pedro, vizinhos ainda recordam o homicida como um rapaz sossegado. Carlos Carvalho, dono do café da aldeia, disse à TV Guia: “Não o via há mais de um ano. Guardava dele a imagem de um rapaz tranquilo, muito reservado, que procurou uma vida melhor fora daqui”.
O caso de Maria Custódia Amaral continua a ser um dos crimes mais mediáticos que marcaram o País nos tempos mais recentes, não só pela ligação à atriz Delfina Cruz, mas também pelo contraste entre a imagem pacata do homicida e os contornos perversos do crime.