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Dia da Mãe

A mensagem de Fernando Alvim à mãe que está a emocionar o País

O apresentador de 'Prova Oral' celebra mais um aniversário este domingo. O texto que escreveu tocou o coração dos seguidores.
03 de maio de 2020 às 13:09
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Fernando Alvim, apresentador, comunicador, RTP, prova oral

"A minha mãe faz hoje 46 anos", assim começa o longo texto que Fernando Alvim dedica à progenitora deste primeiro domingo de maio, Dia da Mãe. ?

?"Uma mãe nasce quando nascemos e morre quando morremos. Por isso, é que um filho deve fazer tudo para não morrer – pelas razões que facilmente adivinharão – mas sobretudo com esta adicional: fazer com que a sua mãe não morra também", escreve o apresentador de 'Prova Oral'.

Fernando Alvim celebra 46 anos neste domingo, 3 de maio, uma data que ganha importância redobrada. "A minha mãe faz hoje 46 anos, o dia é dela não é meu. Não fui eu que tive contracções incómodas, não fui eu que me transportei durante meses, não fui eu que tive cólicas terríveis - bom neste caso até fui eu, mas convenhamos - foi ela e o meu pai também (mas hoje não é dia do pai) - que sofreu mais do que eu", continua o comunicador.

O texto partilhado por Alvim nas redes sociais tocou o coração dos seguidores que não lhe poupam elogios pelas palavras escritas. Alvim conquistou os portugueses com as palavras pensadas para a mãe e que marcam igualmente o dia de aniversário.

Pode ler o texto na íntegra no publicação abaixo.

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A minha mãe faz hoje 46 anos. ? ? A minha mãe nasceu no mesmo dia que eu, do mesmo modo que todas as mães nasceram no mesmo dia em que todos os seus filhos. ? ? Por isso é que choramos os dois, ao mesmo tempo, por sabermos que estávamos a nascer no exacto momento, como se fosse um código. ? ? Uma mãe nasce quando nascemos e morre quando morremos. Por isso, é que um filho deve fazer tudo para não morrer – pelas razões que facilmente adivinharão – mas sobretudo com esta adicional: fazer com que a sua mãe não morra também. ? ? Por isso, justamente pelo que agora revelo, às vezes vou na estrada a conduzir o meu motociclo e ao perceber que o velocímetro vai avançado, reduzo-o a pensar nisso e suspiro dizendo: ai a minha mãezinha. ? ? De outras vezes, num daqueles saltos que se dão, de alturas elevadíssimas, para as cataratas do Niágara, olho para a corrente, fixo-me na altitude e digo: "isto até valeria a pena, mas a minha mãe, se isto corre mal, a minha mãe não se aguenta!"? ? E só isto explica que não me tenha dado à morte em tantas situações em que o poderia, não que não fosse bravo o suficiente - não ponham nunca em causa a minha bravura por Deus – mas por saber o que coração da minha mãe não o aguentaria. ? ? A minha mãe faz hoje 46 anos, o dia é dela não é meu. Não fui eu que tive contracções incómodas, não fui eu que me transportei durante meses, não fui eu que tive cólicas terríveis - bom neste caso até fui eu, mas convenhamos - foi ela e o meu pai também (mas hoje não é dia do pai) - que sofreu mais do que eu. ? ? Eu não me lembro de nada. Aliás, essa é uma das coisas que nos distingue, o facto de termos nascido ao mesmo tempo e eu não me lembrar de nada. E ela, de tudo. Impressionante, não é? ? ? Pois bem, Sei que nasci hoje. Ela também. Há 46 anos. Parabéns a ela, a mim, a todas as mães que nasceram com os seus filhos

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