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Já com o filho nos braços, Maria Botelho Moniz alcança o seu maior sonho depois de uma vida marcada pela dor e perda

O falecimento do namorado em 2014 mudou toda a sua perspetiva de vida, mas a perseverança sempre foi a palavra de ordem na vida da apresentadora do 'Dois às 10', que agora viu toda a sua luta contra os duros obstáculos dar finalmente frutos.
20 de novembro de 2023 às 16:38
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Maria Botelho Moniz anunciou, neste domingo, o cumprir de um sonho que já durava há muito tempo: finalmente foi mãe. A apresentadora de 39 anos não conseguiu esconder um rasgado sorriso na primeira fotografia partilhada com o público em que surge com o bebé Vicente, fruto da sua relação com Pedro Bianchi Prata.

Para concretizar desta ambição duradoura, contudo, a anfitriã do ‘Dois às 10', da TVI, teve de reunir todas as suas forças para não baixar os braços perante as injustiças que a dilaceraram e marcaram indelevelmente ao longo do caminho que trilhou até este momento.

Em 2014, Maria Botelho Moniz vivia um momento feliz na sua vida profissional. Apresentava o ‘Curto Circuito’, na SIC Radical, projeto que lhe providenciou o reconhecimento público que entretanto solidificou enquanto comunicadora – tem, paralelamente, uma carreira como atriz, que inclusive a levou a tentar a sorte nos Estados Unidos, país onde estudou a arte da interpretação – e estagiava na produção de conteúdos do ‘Queridas Manhãs’, conduzido por Júlia Pinheiro e João Paulo Rodrigues.

Nada a fazia preparar para o pesadelo que a assolaria eternamente, a morte do seu noivo, Salvador Quintela, num acidente de mota, poucos meses antes da data em que iriam subir ao altar: "Senti-me viúva com 29 anos. Mas a dor da perda é a dor mais universal. Por muito remendo, por muito que esteja tudo colado, por muito que as gavetas estejam arrumadas, nós já não somos a mesma pessoa. Porque um dia o telefone tocou e disseram-nos que a pessoa que mais amamos no mundo deixou de existir", referiu, numa entrevista à série ‘Labirinto – Conversas sobre saúde Mental’, do ‘Observador’.

Os sentimentos iniciais foram de impotência e de profunda tristeza, que são refletidos numa outra afirmação muito emotiva feita ao ‘podcast’ do amigo e ex-colega no ‘CC’ Rui Maria Pêgo: "No início mesmo início, eu achei: ‘Eu nunca vou sair deste buraco. É impossível eu recuperar disto. A única coisa que me vai manter viva e que me vai manter de pé é o meu trabalho’. Eu não pensei: ‘Eu vou atirar-me ao trabalho e, ao mesmo tempo, fazer este processo porque, do outro lado do túnel, há a luz. Não, não havia luz, eu estou no fundo do poço, mas eu sei que tenho de continuar a viver."

A solidão que sentia levou-a a adotar uma cadela, Hope, tentando assim amenizar o mais possível o caráter delicadíssimo da fase que atravessava: "Eu sentia-me abandonada e ela foi abandonada. (…) Às vezes penso que foi uma decisão um bocadinho precipitada, porque estava mesmo muito frágil, mas foi a melhor decisão que tomei, porque trouxe outra alegria àquela casa, trouxe de volta o meu sorriso", disse à ‘Caras’, em novembro de 2014.

Quatro anos mais tarde voltaria a passar por uma perda impactante, com a morte do seu pai, José Carlos Botelho Moniz, de forma súbita, aos 74 anos. "O melhor contador de histórias que conheci", disse do progenitor, sendo incapaz de esconder a mágoa por não o ter por perto a testemunhar o seu sucesso profissional e as conquistas pessoais recentes: "Pensar que nunca me levará ao altar e saber que nunca pegará nos meus filhos ao colo faz-me sempre chorar", constatou, lavada em lágrimas, numa emissão especial de Dia do Pai do ‘Dois às 10’.

Após tanta dor, Maria Botelho Moniz voltaria a ter motivos para sorrir em 2020, ano em que reencontrou Pedro Bianchi Prata – que havia conhecido pela primeira vez oito anos antes, por ocasião de uma entrevista sobre o rali Dakar, na SIC – e no qual se tornou apresentadora dos "extras" do 'Big Brother', logo após ter trocado Paço de Arcos por Queluz de Baixo, onde passaria, após uma subida a pulso, a ser um dos nomes incontornáveis dos nossos ecrãs.

A química que Maria e Pedro sentiam levou a apresentadora a baixar a guarda e a mostrar-se pronta para voltar a viver uma aventura romântica, que dura até aos dias de hoje, ainda que a paixão tenha acabado por recuperar traumas do passado: "Quando eu senti que me estava a apaixonar eu agarrava-me a ele e dizia ‘Por favor, não morras’ (…) e ele coitadinho ficava tão aflito porque ninguém pode prometer isso, não é?", contou enquanto convidada do talk show de Manuel Luís Goucha.

O medo transformar-se-ia em conforto e a história de amor culminou num pedido de casamento do piloto de ralis durante uma viagem às Maldivas, em julho de 2022. Este capítulo, todavia, ficaria em pausa, já que o casal priorizou o outro desejo, de ser pais, que haviam iniciado um ano antes.

As férias de sonho de Maria Botelho Moniz nas Maldivas que culminaram num pedido de casamento
Maria Botelho Moniz, Pedro Bianchi Prata, Maldivas
Maria Botelho Moniz, Pedro Bianchi Prata, Maldivas
Maria Botelho Moniz, Pedro Bianchi Prata, Maldivas
Maria Botelho Moniz, Pedro Bianchi Prata, Maldivas
Maria Botelho Moniz, Pedro Bianchi Prata, Maldivas
Maria Botelho Moniz, Pedro Bianchi Prata, Maldivas
Maria Botelho Moniz, Pedro Bianchi Prata, Maldivas
Maria Botelho Moniz, Pedro Bianchi Prata, Maldivas
Maria Botelho Moniz, Pedro Bianchi Prata, Maldivas
Maria Botelho Moniz, Pedro Bianchi Prata, Maldivas
Maria Botelho Moniz, Pedro Bianchi Prata, Maldivas
Maria Botelho Moniz, Pedro Bianchi Prata, Maldivas
Maria Botelho Moniz, Pedro Bianchi Prata, Maldivas
Maria Botelho Moniz, Pedro Bianchi Prata, Maldivas
Maria Botelho Moniz, Pedro Bianchi Prata, Maldivas
Maria Botelho Moniz, Pedro Bianchi Prata, Maldivas
Maria Botelho Moniz, Pedro Bianchi Prata, Maldivas
Maria Botelho Moniz, Pedro Bianchi Prata, Maldivas

A paternidade provou-se um desafio mais árduo do que inicialmente pensado e Maria Botelho Moniz temia que se afigurasse impossível: "A meio de 2022 decidimos ir a um especialista de fertilidade ver se se passava alguma coisa. Fomos a uma clínica no Porto e não detetaram nada. A médica que nos seguiu disse 'É uma questão de tempo, mas sei que para vocês o tempo é um bocadinho apertado. Não estou a falar com um casal de 20 anos'. Eu tinha 38 e o Pedro, 48", frisou a Cláudio Ramos, no 'Dois às 10'.

Por isso, avançou para medicação que estimulasse a ovulação, mas seis meses depois não se tinha revelado uma ferramenta frutífera, tendo depois começado a tentar engravidar através de fertilização ‘in vitro’: "O primeiro ciclo durou duas semanas, e o meu corpo não reagiu como queria. Tivemos que deitar o ciclo abaixo. É muito difícil.(…) Fui-me um bocado abaixo. Janeiro foi um mês muito complicado", explicou.

A coincidir com este processo, Maria Botelho Moniz foi alvo de críticas ao seu corpo numa crónica no jornal ‘Correio da Manhã’: "Isto é tão injusto e é pura maldade. E qual é o objetivo?", protestou, numa outra ida ao formato conduzido por Manuel Luís Goucha, apesar de se ter mostrado feliz por todo o carinho que recebeu por parte dos fãs. Na altura, não abriu o livro publicamente, mas pôde fazê-lo pouco depois, em maio, quando deu a notícia que sempre quis dar aos seus espetadores do ‘Dois às 10’: a de que iria mesmo ser mãe.

Em fevereiro de 2014, um mês antes da tragédia que lhe mudou a vida, Maria afirmava que "o sorriso é a saída para qualquer situação". A partir de agora, esse sorriso será também o do pequeno Vicente.

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