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Só nesta semana, ao regressar de um mês de férias, Cristina Ferreira, de 45 anos, se dispôs a tratar da renovação do seu contrato com a TVI, que acaba na próxima quinta-feira, dia 31. Já se reuniu com a administração da Media Capital e deu indicação aos seus advogados para, a partir de agora, serem eles a dar seguimento ao assunto.
Aquilo que amigos seus apontavam como decisão inabalável de abandonar a TVI está excluído do seu raciocínio. A ausência de alternativas profissionais, nesta fase, parece ter conduzido Cristina a uma situação de realismo. Na estação comenta-se que a atitude de quero, posso e mando, no seu comportamento tão característico dos últimos três anos, deu lugar a um ar mais humilde e, pelo menos na aparência, mais colaborante, em particular com José Eduardo Moniz, o diretor-geral. Prepara-se para apresentar o 'Big Brother' e trabalha, com João Patrício, seu adjunto, na divulgação da nova grelha do canal.
Uma vez que só nestes dias deu continuidade às conversações com a administração da empresa, a incógnita permanece sobre o que vai acontecer às suas funções atuais. Cristina não se manifesta, e o CEO, Pedro Morais Leitão, também não. Ela já reconheceu, porém, perante os próximos, que o embate financeiro será grande. Afinal, conhece todas as intenções da empresa, de que é acionista, como se sabe, até mesmo quanto à sua continuação no cargo de diretora de Entretenimento e Ficção. A vontade da TVI, como já aqui o disse há muito, é que ela se concentre, sobretudo, na apresentação de programas. Os seus amigos não escondem que, para ela, o título de diretora é muito importante. Percebo. Interessa-lhe manter a designação, pelo estatuto público que lhe confere, mesmo que, na essência, o cargo possa ficar esvaziado. É assunto que a administração trata, por isso, com punhos de renda.
Por mim, tudo bem. Mantém-se o título de diretora, e deixa de mandar na TVI, na realidade. Finalmente, Mário Ferreira percebeu, entre outras coisas, que o "nós" é mais importante do que o "eu".