4 milhões de euros e milhares de ninhadas: o plano de emergência para salvar cães e gatos do abandono em Portugal
Dez anos após a proibição do abate, a recolha de mais de 40 mil animais num só ano leva veterinários a exigir a esterilização obrigatória e um investimento de 4 milhões de euros para travar o abandono em Portugal.Dez anos depois de Portugal ter proibido o abate de animais errantes como forma de controlo populacional, veterinários e associações de proteção animal defendem que é preciso reforçar o investimento na esterilização. O objetivo é prevenir o nascimento de ninhadas indesejadas, reduzir o abandono e aliviar a pressão sobre os Centros de Recolha Oficial (CRO) e as associações.
A Lei n.º 27/2016, de 23 de agosto, foi considerada uma importante conquista para a proteção animal, ao impedir que cães e gatos fossem abatidos simplesmente por falta de espaço nos centros de recolha. Para Pedro Fabrica, bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários, este princípio continua correto, mas é necessário garantir políticas públicas capazes de prevenir a reprodução descontrolada e, consequentemente, a entrada contínua de animais nos centros.
Entre as medidas defendidas está a criação de um Plano Nacional de Controlo Populacional de Animais de Companhia, com uma estratégia para os próximos dez anos. Perceba os números e o que está em causa com este novo plano, em Pets and Company.