Aos 14 anos, virou-se para a fé, entrou no Seminário e, não fossem as mulheres, talvez hoje André Ventura estivesse a pregar outro tipo de sermões. Da religião, saltaria para o curso de Direito, foi comentador de futebol até que em 2019 fundou o Chega, que mudaria toda a sua vida. Pelas suas posições políticas, passou a andar em permanência com pelo menos dois guarda-costas, afastou a mulher da esfera mediática para a proteger e adiou a decisão de ter filhos por questões de segurança. No entanto, admite que por vezes se sente a sacrificar em demasia o lado pessoal, já tendo falhado momentos importantes. A mãe é quem lhe dá os puxões de orelhas.
Líder do Chega fez marcha-atrás para proteger Dina Ventura e dos tempos em que partilhava as férias e o dia a dia com a mulher já pouco ou nada resta. Agora, a fisioterapeuta só aparece em momentos-chave e tudo por questões de segurança. As mesmas que fizeram que Ventura trocasse o desejo de ter filhos pela vontade de singrar na política.
Jornalista teve três grandes amores e foi numa fase mais tardia que encontraria o mais tranquilo, ao lado do médico que esteve junto do seu pai nos últimos tempos de vida e a ampara agora num futuro necessariamente diferente daquele que conheceu durante os últimos 50 anos, com a saída da RTP. Das grandes paixões ao amor sereno, Dina Aguiar assume que está num lugar de paz, fruto de um grande trabalho ao lado do seu guru espiritual.